Pelo menos 49 pessoas morreram, entre elas uma criança, e outras 600 ficaram feridas em um acidente de trem ocorrido em uma das estações ferroviárias mais movimentadas de Buenos Aires, segundo confirmou o porta-voz da Polícia Federal argentina, Fernando Sostre.
O acidente, considerado o segundo mais grave na história recente da Argentina, ocorreu quando o comboio, composto por oito vagões que transportava entre 800 e 1.000 passageiros vindo da localidade de Moreno, não pôde frear ao chegar à estação portenha de Once e se chocou contra o sistema de amortecimento da plataforma.
O maior número de vítimas mortais foi registrado nos primeiros vagões, que entraram uns nos outros, segundo versões oficiais.
Veja vídeo divulgado no Youtube:
"Atendemos mais de 600 feridos", afirmou Alberto Crescenti, do Sistema de Atendimento Médico de Emergência (SAME), que acrescentou que a maioria dos atendidos apresentava problemas respiratórios, traumatismos, fraturas e "tudo o que possam imaginar em um acidente assim".
"Há várias crianças, algumas em estado delicado", admitiu Crescenti.
Daniel Russo, diretor da Defesa Civil, qualificou de "angustiante" a tarefa dos bombeiros para resgatar os passageiros presos nos primeiros vagões da formação, onde segundo disse "havia corpos empilhados".
Por sua parte, o secretário de Transporte argentino, Juan Pablo Schiavi, disse que os 33 hospitais da cidade estão em estado de alerta para receber os feridos deste grave acidente.
Segundo Schiavi, o comboio entrou na estação a "26 quilômetros por hora e aparentemente houve alguma falha em seu sistema de freios".
"Está tudo filmado, o que facilitará a investigação", acrescentou o secretário de Transporte, que chegou ao local do acidente junto com o secretário de Segurança de Buenos Aires, Guillermo Montenegro.
As autoridades esperam escutar o testemunho do maquinista, que saiu ferido, para obter mais detalhes sobre as causas do acidente.
Segundo dirigentes sindicais, o trem acidentado pertence a um conjunto de máquinas Toshiba importadas há 40 ou 50 anos e que não tiveram o necessário investimento em sua manutenção.
"Viemos denunciando há muitos anos o estado do material rodante", frisou o sindicalista Rubén Sobrero, que não descartou que o acidente pode ter sido causado por uma falha nos freios da formação, mas antecipou que não há ainda elementos para determinar as causas.
O acidente de hoje é a segunda maior tragédia ferroviária registrada na Argentina após o ocorrido na província de Buenos Aires em 1970, que deixou 200 mortos. EFE


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