Os ex-funcionários da US Air Force querem mostrar o quão frágeis são os sistemas de segurança das telecomunicações atual.
Por Daniel Pavani
Dois ex-funcionários de segurança computacional e engenharia da Força Aérea dos Estados Unidos decidiram mostrar o quão vulnerável os sistemas de telecomunicação podem ser e o tipo de sistema que pessoas comuns podem desenvolver. Para isso, eles criaram uma aeronave não-tripulada que é capaz de invadir redes Wi-Fi e se passar por antenas de celular para acessar informações dos aparelhos. Tudo isso sem ser detectado enquanto voa.
O WASP – Wireless Aerial Surveillance Plataform – não é algo tão novo assim, e já em agosto de 2010 o site sUAS News explicava sobre o funcionamento da aeronave, que havia sido apresentada nas conferências Black Hat e Defcon por dois ex-funcionários da Força Aérea dos Estados Unidos. O site da revista Forbes agora conta que a dupla pretende mostrar sua aeronave pela segunda vez.
O site PopSci conta que Mike Tassey e Richard Perkins instalaram uma boa quantidade de material tecnológico no veículo, como uma câmera de alta definição e um computador Linux com um dicionário com mais de 340 milhões de palavras para abastecer um software de identificação de senhas, além de outros equipamentos hackers, como 11 diferentes tipos de antenas.
O WASP é semi-autônomo, já que precisa de ajuda humana para a decolagem e aterrissagem; porém, durante o voo, a aeronave pode seguir uma rota pré-determinada.
Uma nova característica acrescentada por Tassey e Perkins é o disfarce do WASP como uma antena de telefonia celular, que faz com que os aparelhos se conectem a ele, e não às antenas das operadoras, tornando possível um fácil acesso aos dados dos usuários.
Os dois contam que querem mostrar o quão longe a tecnologia foi, e o que pessoas comuns podem comprar e fazer, e o quanto elas podem prejudicar o governo e os cidadãos. Para isso, eles apresentam as instruções detalhadas de como fazer construir um WASP, em sua página The Rabbit Hole, utilizando equipamentos simples e que podem ser encontrados facilmente no mercado.
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Crédito da imagem: Reprodução/The Rabbit Hole.


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