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    Alemanha promete usar "todo seu peso" por acordo UE-Mercosul

    DESTAQUES EM ECONOMIA

    Brasília, 13 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, se reuniu nesta segunda-feira com seu colega brasileito, Antonio Patriota, a quem assegurou que seu país usará "todo seu peso" para ajudar a concluir um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

    "Quando a situação econômica é difícil, há uma tendência ao protecionismo, mas na Alemanha temos interesse em resistir a essa tendência", declarou Westerwelle em entrevista coletiva junto a Patriota, na sede da Chancelaria brasileira.

    O ministro alemão declarou que o acordo UE-Mercosul, que é negociado sem sucesso há mais de uma década, deve ser finalmente concluído, porque "o livre comércio é o motor do crescimento" que a Europa precisa recuperar a fim de deixar para trás a crise financeira.

    "Um dos motivos do enorme êxito econômico da Alemanha reside na abertura de seu mercado", indicou o ministro.

    Westerwelle também afirmou que, apesar da grave situação de alguns países da zona do euro, entre os que se referiu especialmente à Grécia, a UE é "uma união monetária e política que não será desmembrada".

    "Quem acredita que a Europa não será capaz de superar esta crise está errado", afirmou o ministro alemão.

    Patriota, por sua vez, disse que, segundo cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), os países emergentes serão responsáveis por mais da metade do crescimento da economia mundial este ano, fato que "as classes políticas deverão ponderar".

    O ministro brasileiro apontou que essa nova dinâmica econômica "altera um pouco a equação da negociação" que o Brasil pretende acelerar com a UE durante o segundo semestre deste ano, quando assumirá a presidência rotativa do Mercosul, atualmente a cargo da Argentina.

    A reunião entre Westerwelle e Patriota também serviu para começar a preparar a visita que a presidente brasileira, Dilma Rousseff, fará à Alemanha em março, quando assistirá à inauguração de uma feira de alta tecnologia e se reunirá com a chanceler Angela Merkel.

    Segundo Patriota, essa visita permitirá discutir novos projetos de cooperação entre as duas nações, sobretudo nas áreas de ciência e tecnologia e educação. EFE

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    7 comentários

    • juliano  •  3 meses atrás
      Interessante perceber que a humanidade está sempre recebendo sinais, ao longo de sua existência, de que somente a solidariedade e harmonia entre os povos permitirão sua evolução rumo ao futuro de paz e prosperidade. O orgulho e a arrogância européia estão desabando frente a essa realidade.
    • Snowmeow  •  3 meses atrás
      Quero saber é se o Brasil vai sair ganhando algo nesse acordo.
    • Gilberto  •  3 meses atrás
      A europa confiou no União Europeia e hoje se tornou refém de si mesma. A Alemanha resiste. Isso é fato, mas os outros eu não sei até quando.
    • Lucas  •  3 meses atrás
      Quando convém é fácil aliar-se a países q outrora c explorava! Tolerância ZERO!
    • Micky  •  3 meses atrás
      Há mais de 10 anos que esse maldito acordo não sai! Agora com a burguesia europeia falida e fvdida,querem avançar nas negociações. Quero que a Europa de dane!
    • Marcos  •  3 meses atrás
      Não era pra ajudar nenhum pais europeu, eu duvido se fosse o contrário se eles iriam ajudar, eles tem mais que sair da crise através do próprio esforço deles, eles não são o primeiro mundo.
    • O Letra  •  3 meses atrás
      Tomate crú deles! Tomate crú, tomate crú e tomate crú!
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