RIO - Um roubo inusitado terminou com um bandido, João Paulo Laurentino, de 19 anos, morto na tarde de ontem. Ele foi atingido com um tiro por um policial civil de quem acabara de levar um cordão e um relógio, durante um velório na capela G do Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi. O caixão teve de ser retirado do local para que a Delegacia de Homicídios (DH) pudesse fazer a perícia.
A cena, digna de um filme de bang-bang, aconteceu por volta de 16h. O delegado da DH William Pena Júnior disse que, segundo testemunhas, o assaltante teria sido atraído pela corrente de ouro do agente, assim que ele chegou ao cemitério, e o seguiu até a capela onde anunciou o assalto. Ainda de acordo com o delegado, João Paulo já tinha passagem pela polícia por uso de drogas. A identidade do policial não foi divulgada.
O irmão de João Paulo, Bruno Laurentino, de 26 anos, admitiu que Paulinho, como era chamado pelos amigos, já tinha, tempos atrás, se envolvido com o uso de entorpecentes.
- Apesar de ele ser usuário de drogas, nunca soube que ele praticava assaltos - disse Bruno, acrescentando que nunca viu o irmão armado em casa.
João Paulo era órfão e morava com o irmão, em Santa Teresa. Segundo uma amiga da família, Dalva Fernandes, eles tinham perdido a mãe há cinco anos em um acidente de carro. Para ela, apesar de João Paulo se envolver com drogas, era um garoto calmo e sempre respeitou a família.
- Ele foi criado pelo irmão e sempre o obedeceu. Trabalhava durante o dia como mototaxista - contou.
O cemitério do Catumbi fica abaixo do Morro da Mineira, onde está instalada a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de São Carlos.


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