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    Auxílio-desemprego nos EUA segue na mínima em 4 anos

    DESTAQUES EM ECONOMIA

    WASHINGTON, 23 Fev (Reuters) - Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos ficaram estáveis na semana passada, permanecendo no menor nível desde o início da recessão de 2007 a 2009 e dando mais um sinal de que o mercado de trabalho está se recuperando.

    Os trabalhadores solicitaram 351 mil novos pedidos de auxílio do governo, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos iniciais subiriam para 354 mil.

    Os dados da semana anterior foram revisados para 351 mil, ante 348 mil inicialmente reportados.

    As leituras das duas últimas semanas registraram os menores níveis desde março de 2008. A média móvel dos pedidos, considerada uma medida melhor para avaliar as tendências do mercado de trabalho, caiu em 7 mil, para 359 mil, também a menor desde março de 2008.

    Com os pedidos semanais se aproximando de níveis vistos antes da recessão que começou em dezembro de 2007, economistas afirmam que os empregadores devem estar próximos do final de um longo ciclo de grandes reduções de vagas, preparando-se para mais contratações.

    A taxa de desemprego caiu fortemente, atingindo 8,3 por cento em janeiro ante 9,1 por cento em agosto. A criação de postos de trabalho ultrapassou 200.000 por dois meses seguidos.

    O Federal Reserve -banco central dos Estados Unidos- deixou a taxa básica de juros próxima de zero desde dezembro de 2008 para convencer as empresas a contratarem, e a recente melhora do mercado de trabalho jogou uma balde de água fria nas expectativas de mais estímulos monetários.

    Uma autoridade do Departamento do Trabalho afirmou que não há nada fora do comum nos dados da última semana, apesar de os pedidos terem sido estimados para três Estados, incluindo a Califórnia.

    O número de pessoas que ainda está recebendo o auxílio sob programas regulares do governo após a semana inicial de ajuda caiu em 52.000 para 3,392 milhões na semana encerrada em 11 de fevereiro, ante uma leitura revisada de 3,444 milhões. Essa queda deixou os pedidos em andamento no menor nível desde agosto de 2008.

    Economistas projetavam que os pedidos em andamento caíssem para 3,460 milhões, do total previamente reportado de 3,426 milhões.

    A melhora no mercado de trabalho ajudou a corrida à reeleição do presidente Barack Obama, pois eleitores consideram emprego a questão mais importante nas eleições presidenciais de novembro.

    Mas o mercado continua com uma frouxidão considerável, com 23,8 milhões de norte-americanos desempregados ou subempregados. Não há abertura de vagas para aproximadamente três de cada quatro desempregados.

    Um total de 7,503 milhões de pessoas estavam pedindo auxílio-desemprego durante a semana encerrada em 4 de fevereiro sob todos os programas, uma queda de 178.619 em relação à semana anterior.

    (Reportagem de Jason Lange)

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