Posts do blog de Regis Tadeu

  • Fiquei sabendo que…

    ... a Justiça americana deu mais dois exemplos de que artistas são realmente pessoas como as outras e estão sujeitas à lei, ao contrário do que costuma acontecer aqui no Brasil, por exemplo. A cantora Lauryn Hill finalmente deixou as suas patéticas esquisitices e caiu na real ao ser sentenciada a três meses de prisão em uma penitenciária e mais três de prisão domiciliar por ter dado um “migué” na Receita Federal dos Estados Unidos ao sonegar impostos entre 2005 e 2007. Embora tenha alegado que tinha a intenção de pagar a dívida, mas que não poderia porque não possui fontes de renda para isto, já que havia “abandonado a música”, o juiz não quis saber e a declarou culpada das acusações.

    Outro que também não escapou da Justiça foi um dos maiores picaretas do show business, o tal de Ja Rule. Não reparou que ele andava sumido? Pois é. Isto aconteceu porque o cara estava tomando café de canequinha em um presídio americano, cumprindo duas penas simultaneamente: dois anos e quatro meses por

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  • É show ou é fria? – 2ª semana de maio

    AMILTON GODOY
    13 - SESC São Caetano - São Caetano do Sul (SP)
    O genial pianista do Zimbo Trio vai exibir seu inequívoco talentoso ao misturar jazz e música popular brasileira nesta apresentação solo, um show ‘classudo’ que só merece ser apreciado por quem tem neurônios com suas sinapses em dia.

    DUDU LIMA
    13 - SESC Consolação – São Paulo
    Este excelente baixista, compositor e arranjador mineiro usa seu instrumento, tanto na versão elétrica como na acústica para, junto com seu trio, mostrar novas e interessantes possibilidades no uso de um instrumento solista como ponto de partida para composições bem interessantes. Vale a pena vê-lo em ação...

    REVELAÇÃO
    13 - I9 – São Gonçalo (RJ)
    17 e 18 - Pepsi On Stage – Porto Alegre
    Este grupo tinha tudo para fazer um trabalho digno dentro do samba, já que todos são bons instrumentistas, sabem fazer arranjos de qualidade... Infelizmente decidiram enveredar pelo “pagode mela-calcinha”, recheando suas composições com letras abomináveis em termos de

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  • Recado às autoridades e a você mesmo…

    Creio que foi em 2010 que escrevi o texto que você vai ler abaixo. Se você anda horrorizado com os diversos crimes bárbaros praticados por adolescentes nas últimas semanas, com um nível de crueldade que deixa qualquer um de nós atônito, sugiro que você preste atenção e reflita a respeito de minha opinião. Se você tiver filhos então, procure cobrar a escola onde eles estão matriculados. Exerça o seu direito em cobrar as autoridades responsáveis pela educação de suas crianças. É sério.

    No meio de tantas notícias ruins, de tantas barbaridades acontecendo nas ruas e do festival de besteiras que assola o Brasil, voltei a lembrar de uma luz no fim do túnel que, infelizmente, ainda não foi colocada em prática: a aprovação por unanimidade – e em decisão terminativa – do projeto de lei que torna obrigatório o ensino de Música nas escolas de educação básica, elaborado há algum tempo pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), que a Comissão de Educação, então presidida por Cristovam Buarque

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  • As “homenagens” de Quentin Tarantino – parte 1

    Que Quentin Tarantino é um de meus cineastas favoritos, disto você não precisa ter a menor dúvida. Sim, eu sei que nem todo mundo é chegado nas loucuras do cara, na maneira como ele encontrou para contar histórias simples e chocar os mais conservadores, muito menos no excesso de violência e até mesmo no bizarro senso de humor negro sempre presente em seus filmes. Só que você há de concordar comigo: é absurdamente impossível ficar indiferente ao que ele faz. Ponto pacífico.

    Mas o que grande parte do público desconhece é que Tarantino é um grande apaixonado por filmes, principalmente aqueles dos anos 60 e 70 que os críticos “cabeça” consideravam ruins demais até para descer o pau neles, todos imersos na tríade “ação-sexo-violência” que fez a cabeça de muita gente que viveu aquela época, como o tiozinho que vos escreve aqui.

    O entusiasmo de Tarantino é tamanho que ele não nega que cada um dos filmes que dirige é uma grande homenagem a este tipo de cinema do passado. Não por acaso, cada

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  • A habilidade do sueco Yngwie Malmsteen como guitarrista é quase sobrenatural. Isto se tornou muito evidente quando ele, depois de passagens razoavelmente marcantes nos grupos Steeler e Alcatrazz, enveredou em 1984 pela carreira solo com um disco inacreditável para os padrões guitarrísticos da época: Rising Force. Assim como fizeram Jimi Hendrix e Eddie Van Halen, Malmsteen criou uma nova linguagem para o instrumento calcada em três alicerces quase inabaláveis: técnica apuradíssima, fraseados e solos tocados à velocidade da luz, e uma profunda influência da música erudita.

    Só que tudo isto foi interessante até o segundo disco, Marching Out, lançado no ano seguinte. De lá para cá, ano após ano, Malmsteen se transformou em uma piada patética. Seu espantoso domínio técnico sobre o instrumento não reverteu em qualquer traço de como compositor. A cada disco pavoroso que lançou a partir de 1986, ele seguiu a mesmíssima fórmula, criando temas harmônicos e melódicos absurdamente medíocres

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  • Shows Maio (6 a 12)

    PAUL McCARTNEY
    6 - Estádio Serra Dourada – Goiânia
    9 – Estádio do Castelão – Fortaleza
    Responda sinceramente: o que você acha que eu poderia escrever a respeito deste show? Não só vá assistir a um dos caras mais legais e geniais de todos os tempos, mas encare isto como uma “celebração de vida”. E não se preocupe: você vai chorar muito na parte final de “Hey Jude”. Como eu sei disto? Fácil: se um sujeito “coração de pedra” como eu se debulha em lágrimas toda vez que ele canta esta canção, imagine você, que é uma pessoa sensível e bacana... Não vou nem comentar mais nada. Só digo o seguinte: não deixa de ver este show!!! Simples assim.

    SEBASTIÃO TAPAJÓS
    6 - SESC Consolação – São Paulo
    Brilhante violonista, ele já vem mergulhando há décadas no riquíssimo universo rítmico e folclórico da música brasileira, a ponto de já ter gravado com figuras luminares do jazz, como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera, além de suas colaborações como o Zimbo Trio, Maurício

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  • Que Jeff Hanneman agora possa sorrir em paz

    Jeff Hanneman não foi um cara fácil de lidar - o próprio Kerry King me confidenciou isto certa vez durante uma entrevista – e seu temperamento taciturno jamais propiciou a ele uma gargalhada ou sequer um mero sorriso em público. Quando entrevistei os integrantes do Slayer em 1998 para a revista Cover Guitarra, na qual eu era o editor, todos foram atenciosos e bem humorados durante o papo. Menos Hanneman. Ao contrário de seus companheiros, ele levava para os bastidores a mesma energia mastodôntica e raivosa que exibia em cima dos palcos. Em termos de humor, Kerry King parecia o Costinha perto dele.

    Só que nada disto importava quando a gente assistia a um show do Slayer ou mesmo ouvia cada um dos espetaculares discos que a banda gravou. Sua postura em cena era o retrato animalesco do som dos caras. Seus solos eram um caos absoluto e os riffs... Meu Jesus, quando ele se juntava a King, ao baixo tonitruante de Tom Araya e a bateria demolidora de Dave Lombardo, a gente tinha a impressão que

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  • Shows desta semana e minhas opiniões

    Excepcionalmente, não vou mostrar o vídeo a respeito dos shows que vão rolar nestes primeiros dias de maio - a programação normal volta na semana que vem. Mesmo assim, não vou deixar de dar os meus pitacos, né?

    LÍNGUA DE TRAPO
    2 - SESC Pompéia – São Paulo
    Você acharia graça em um sujeito que passou anos e anos contando as mesmas piadas e que, depois de um longo período de inatividade, volta a contar as mesmíssimas piadas esperando que todo mundo morra de rir? Pois é isto que é o grupo paulistano que, a pretexto de comemorar “32 anos de carreira” – uma mentira, já que a banda não tocava junta há anos – tenta ludibriar os mais incautos com um tipo de humor tão hilariante quanto um jacaré banguela. Esqueça.

    STEPHEN MALKMUS (veja minha opinião aqui)
    2– Beco 203 – Porto Alegre

    O RAPPA
    2 - Opinião – Porto Alegre
    3 – local não divulgado – Torres
    Em cima do palco, a banda deixou de exibir alguma excelência, passando a fazer nos últimos tempos um dos shows mais chatos da atualidade. Para piorar,

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  • Ontem eu estive na entrevista coletiva que Roger Waters deu a um seleto grupo de jornalistas em um elegante hotel de São Paulo. Ele veio mais uma vez ao nosso País para dar uma supervisionada na montagem nacional de sua ópera Ça Ira, agora acrescida do termo “Há Esperança”, que vai ser apresentada nos dias 2, 4, 7 e 9 de maio no Theatro Municipal, em São Paulo. Ao lado dele estavam o diretor cênico André Heller-Lopes e o maestro Rick Wentworth, que é o autor de trilhas de filmes como Piratas do Caribe e A Fantástica Fábrica de Chocolate, que é o cara que elaborou a parte orquestral da obra.

    Ao longo da conversa, animada e interessante, fiquei um pouco surpreso com a disposição de Waters em falar bastante. Bem humorado e sarcástico, ele logo de cara deu uma detonada básica na pavorosa versão cinematográfica de Os Miseráveis. Ponto para ele. Além disto, ele fez questão de dizer que sua ópera não apenas nada tinha a ver com obra citada, como não tinha absolutamente nenhum elemento de

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  • A divertida e delicada velhice de Eric Clapton

    Primeiro, ele resolveu levar a sério um dos passos do programa de desintoxicação alcoólica dos Alcoólicos Anônimos: procurou as pessoas que sacaneou no passado e reconciliou-se com as mesmas. A sorte é que Eric Clapton fez isto também de um modo musical de altíssima qualidade com algumas delas. Se isto deu bem certo por um lado – vide os shows que fez ao lado de Steve Winwood, que rendeu um CD/DVD fantástico, Live From Madison Square Garden (de 2009), e do bom disco que gravou com J.J. Cale, The Road to Escondido –, ele não foi capaz de fazer com que o baixista Jack Bruce e o baterista Ginger Baker esquecessem completamente as rusgas do passado e se tornassem amigos novamente, o que impediu uma turnê da volta do Cream.

    Agora velhinho, Clapton quer mais é se divertir. Isto está muito claro em seu mais novo disco, Old Sock, em que resolveu resgatar algumas de suas canções favoritas que ouviu ao longo de sua atribulada vida.

    O curioso é que Clapton disse que a ideia do álbum veio depois

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