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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Ultrapop
    • Quando Harvard passa a rimar com esporte

      Fundada em 1636, a Universidade Harvard está associada a ganhadores do prêmio Nobel (44 são ou foram seus professores ou alunos), a presidentes dos EUA (oito passaram por lá, de John Adams, ainda no século 18, a Barack Obama) e ao Facebook (Mark Zuckerberg era aluno de Ciências da Computação quando criou o brinquedo).

      Esporte não é uma área que pareça combinar com a excelência acadêmica da instituição, destinada a formar a elite governamental e econômica dos EUA e de outros países. Dois de seus ex-alunos, contudo, trataram recentemente de desafiar essa lógica: Paul DePodesta e Jeremy Lin.

      A trajetória do primeiro é recriada em "O Homem que Mudou o Jogo", candidato ao Oscar em seis categorias, incluindo as de melhor filme, ator (Brad Pitt) e roteiro adaptado. Disponível em DVD nos EUA desde meados de janeiro, só foi lançado nos cinemas do Brasil na semana passada. (E depois as distribuidoras reclamam da pirataria.)

      Pitt interpreta o ex-jogador de beisebol Billy Beane. Obscuro nos

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    • Martin Scorsese, empreendedor, e sua “vida criativa”

      Sexta-feira de festa para os inúmeros admiradores do cineasta norte-americano Martin Scorsese: finalmente entra em cartaz no Brasil, com quase três meses de atraso em relação aos EUA, a superprodução infanto-juvenil "A Invenção de Hugo Cabret".

      Para saber mais sobre o filme, leia aqui um post que escrevi, em dezembro, para o Yahoo!

      Desta vez, quero aproveitar o espaço para falar de um aspecto menos badalado de Scorsese: o de empreendedor. Aos 69 anos, ele disputa o Oscar de melhor direção por um filme que representou ao menos duas grandes novidades em sua carreira (a faixa de público e a tecnologia 3D).

      Paralelamente a esse projeto, realizou dois documentários ("Public Speaking" e "George Harrison: Living in the Material World") e foi produtor executivo da série de TV "Boardwalk Empire", que lhe valeu um Emmy (o Oscar da televisão), o prêmio do Directors Guild of America (o sindicato dos diretores dos EUA) e o de "programa do ano" pelo American Film Institute, entre outras láureas.

      Ou

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    • Arte que desmancha no ar

      A notícia correu durante o dia de ontem como fogo morro acima. Um gigantesco painel-mural feito pela dupla Os Gêmeos em 2009 tinha sido apagado (foto abaixo). Ficava na lateral de um prédio que era a sede do Sindicato dos Comerciários e era um oásis de beleza no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo. Mas a justa indignação pelo sumiço de mais um exemplar de arte urbana numa cidade tão carente de cores em espaços públicos acabou levando muita gente a colocar a carroça (no caso de São Paulo, o carro) à frente dos bois. Em tempos que "exigem" de todos opinião sobre tudo e que esta, ainda por cima, precisa ser gritada aos quatro ventos, uma coisa básica foi esquecida: checar a história. Ah, e antes que me esqueça, não, não é preciso ter opinião sobre tudo como muito bem refletiu Alexandre Matias no Estadão.

      Mas enfim, quando repercuti a notícia ontem tive o cuidado de não sair culpando ninguém, a não ser o espírito destrutivo da própria cidade, afinal ainda não sabia direito da

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    • A Mangueira de Xangô (e de todos os orixás)

      Martinho da Vila lançou "Recordação de um Batuqueiro" em 1971. Clara Nunes fez sucesso com "Quando Vim de Minas" em 1973, o mesmo ano em que Clementina de Jesus trovejou o samba rural "Moro na Roça". Por trás desses três clássicos da década de 70, havia um mesmo nome, o de Xangô da Mangueira.

      Hoje esse apelido é pouco lembrado em comparação com outros pilares do samba, e menos ainda o nome de batismo do músico, Olivério Ferreira. Três anos após sua morte, aos 85 anos, Xangô está sendo lembrado pela gravadora carioca Discobertas, de Marcelo Fróes. O selo independente, que vem empenhando trabalho único e fundamental no resguardo do relicário musical brasileiro das décadas passadas, recupera de uma vez só os quatro títulos essenciais do compositor e cantor, a partir de "O Rei do Partido Alto" (1972), no qual apareciam as versões de autor para os três sambas citados acima.

      "O Rei do Partido Alto" (1972)

      A importância de Xangô para a história do samba é maior que a lembrança atual de seu nome. Puxador dos sambas-enredo

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    • Não se fazem mais Thatchers como antigamente

      O nome do filme é "A Dama de Ferro", mas pode chamá-lo de "The Meryl Streep Show". O programa, de muito prestígio, está no ar desde 1977.

      Nas 34 temporadas anteriores, você viu Streep como uma alemã casada com um judeu (na minissérie "Holocausto"), uma polonesa que sobreviveu aos campos de concentração ("A Escolha de Sofia"), uma baronesa dinamarquesa no Quênia ("Entre Dois Amores"), uma neozelandesa acusada pela morte de um filho ("Um Grito no Escuro"), uma dona de casa de Iowa ("As Pontes de Madison"), autora de livros sobre orquídeas ("Adaptação") e de culinária ("Julie & Julia"), entre dezenas de outros papeis.

      Na temporada 2011, ela exercitou sua técnica multisotaque para interpretar a ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher, que governou o Reino Unido de 1979 a 1990. Streep, 62 anos, assume o papel quando Thatcher tem cerca de 50 anos, na década de 1970, e o leva até os dias atuais, envelhecendo quase 40 anos com a personagem.

      Sim, uma das duas indicações de "A Dama de

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    • Luzes, câmera, silêncio!

      Um dos filmes mais premiados da última temporada entra em cartaz nesta sexta-feira: a comédia romântica "O Artista", que recebeu 10 indicações para o Oscar, atrás somente de "A Invenção de Hugo Cabret", com 11. (A cerimônia de entrega será realizada no próximo dia 26.)

      Sem essa pompa, "O Artista" talvez só fosse lançado no Brasil em DVD. Não é filme para público muito amplo; nos EUA, a bilheteria já aumentou com as indicações, mas demorou dois meses para chegar aos US$ 20 milhões. "Hugo", também em cartaz desde o final de novembro, bateu nos US$ 60 milhões.

      A grande diferença é que "O Artista" custou US$ 15 milhões e "Hugo", US$ 170 milhões. Ou seja: o primeiro já se tornou um êxito indiscutível, sobretudo de prestígio, enquanto o segundo, apesar da boa recepção crítica, ainda precisa correr atrás de bons números de bilheteria no exterior (inclusive no Brasil, com estreia programada para o próximo dia 17).

      Em "O Artista", o diretor francês Michel Hazanavicius, 44 anos, cria uma

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    • Eu vou “popotizar” você

      Gosto de muitas coisas na TV, detesto outras tantas, e não importa se é aberta ou paga, mas sempre tive um fascínio especial pelo caráter hipnotizante de certos programas, geralmente os que tratam de natureza. Ironia ou não, sou do tipo urbano, muito urbano, pé no asfalto selvagem. Acampei uma só vez na vida (e foi a trabalho), tenho medo de altura, nado mal, não como insetos, enfim, uma lástima. E mesmo assim lá ficava eu, olhão aberto, perdido na savana africana em algum programa do Discovery Channel ou babando na gravata (força de expressão, não tenho gravata) por causa de alguma família de tigres em Bandipur no Animal Planet. Na TV aberta o que me pegava era o Repórter Eco, na TV Cultura. Porém nunca, jamais, o Globo Repórter e suas pautas preguiçosas e/ou requentadas.

      Virou uma droga esse negócio, vício brabo, e como todo vício chega uma hora no qual ou você precisa de doses maiores ou então muda de entorpecente (essa palavra, aliás, define bem a sensação de contemplar a vida

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    • Pelo fim do filme “fantasma”

      A comédia "De Pernas pro Ar" foi vista nos cinemas por 3,095 milhões de espectadores e alcançou o primeiro lugar no ranking de público de filmes brasileiros em 2011.

      Na sequência, veio outra comédia, "Cilada.com" (2,998 milhões), seguida por três dramas -- "Bruna Surfistinha" (2,166 milhões), "Assalto ao Banco Central" (1,964 milhão) e "O Palhaço" (1,388 milhão).

      Esses números foram consolidados pelo "Informe de Acompanhamento do Mercado" da Ancine (Agência Nacional do Cinema) com os resultados de 2011. Houve, nesse período, 53 "cinesemanas", de 31/12/2010 (sexta-feira) até 5/1/2012 (quinta-feira).

      Clique aqui para ter acesso ao relatório, que traz diversos outros dados sobre o mercado brasileiro. "De Pernas pro Ar" ocupou apenas a 11a. posição no ranking geral, liderado por "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1" (7,020 milhões de espectadores).

      Em 2010, o quadro foi bem mais positivo. "Tropa de Elite 2" encabeçou o ranking geral, com 11,023 milhões de espectadores, e outros dois

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    • Geopolítica Urbana

      Com tantos acontecimentos nada libertários neste quente e chuvoso mês de janeiro, não poderia deixar de escrever mais uma vez sobre o tema. Espaço público. Assistimos, 'twitamos', 'facebookamos' aos milhares contra atos autoritários e ineficientes em dois trágicos incidentes, Cracolândia e Pinheirinho. Vivenciamos a maior reviravolta na história política americana com o ataque civil do grupo Anonymous ao site do FBI e dos poderosos da indústria cultural, em represália às ações contra o site Megaupload e toda a poeira levantada pela #SOPA.

      Fora o coro unânime contra o abuso de poder e o anseio por vias mais democráticas, temos nestes três grandes eventos uma forte componente comum: espaço.

      Sim, caro leitor. Essa ficha foi cair depois de alguns dias refletindo e digerindo o turbilhão de notícias, sobretudo uma comentando a ação de hackers no Brasil, que se dizem simpatizantes do grupo Anonymous.

      Quando o entrevistado afirma que, ao derrubar o site do Itaú, do Bradesco e do Banco do

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    • Chico Buarque censurou “Roda Viva”?

      Escrita por Chico Buarque e encenada por José Celso Martinez Corrêa, a peça musical "Roda Viva" (1968) sofreu na carne as navalhadas do Brasil sob ditadura civil-militar. Poucos meses antes da decretação do Ato Institucional No 5 (AI-5), em julho de 1968, o teatro paulista onde era encenado foi invadido pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC). O elenco foi humilhado e espancado. Em setembro, o horror se repetiu após uma única apresentação em Porto Alegre, desta vez por ação direta do Exército brasileiro. Em 13 de dezembro, o AI-5 sacramentou definitivamente a mão pesada da censura sob o país.

      Depois de 43 anos e de todos os percalços vividos por "Roda Viva", quem resta em guerra com o texto é seu próprio autor, cujos olhos azuis Zé Celso gostaria de ter colocado no cartaz da peça, boiando numa posta sangrenta de fígado. Como relatei em reportagem publicada no jornal "O Estado de S. Paulo", Chico interditou o texto da peça e não permite que ela seja reencenada no circuito comercial.

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