Em dezembro passado, o ministro dos Esportes Aldo Rebelo defendeu a consulta pública para a escolha do mascote do Mundial brasileiro em 2014. E já manifestou uma simpatia pela escolha do Saci-pererê, o que alçaria o personagem folclórico brasileiro, que anda em baixa, ao estrelato mundial.
Pois bem, esta semana um grupo de cientistas da ONG Associação Caatinga, sediada no Ceará e que luta pela preservação do bioma semi-árido brasileiro, deu o toque de bola inicial para a discussão: emitiu uma espécie de manifesto pedindo o tatu-bola como mascote oficial.
"O mascote tatu-bola mostraria ao mundo a nossa rica natureza e o compromisso com a biodiversidade, além de sensibilizar o povo brasileiro para a defesa e a proteção da nossa natureza", defende a ONG. A discussão deve nortear as mídias pelo próximo ano.
Simpatizo com a ação da Associação Caatinga - o tatu-bola tem bola até no nome. Apesar de politicamente correta (o saci é um menino com um perna só), creio que a sugestão do ministro Rebelo não deva agradar a metade gremista do Rio Grande do Sul - o saci é o mascote do Internacional, que ainda vai ter o estádio gaúcho para o Mundial.
Eu também queria contribuir para o debate. Deixo aqui uma sugestão de pura bazófia: como os manda-chuvas da Copa ainda representam o crème de la crème da cartolagem nativa, proponho que o mascote informal da Copa seja um Euriquinho Miranda, uma espécie de bonequinho gorducho do ex-presidente do Vasco (com as eternas manchas de suor nas axilas e tudo mais), representante-mor de tudo o que a gente odeia entre os dirigentes esportivos do Brasil. Só para o Ricardo Teixeira e seus seguidores lembrarem que a gente não simpatiza muito com eles, mesmo numa discussão secundária como essa sobre o mascote da Copa.

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