Esta segunda-feira marcou a chegada do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, ao Brasil para dar aquela inspecionada nas obras da Copa do Mundo. Fica até quinta-feira no País.
Valcke também aproveitou o ensejo para pressionar o governo brasileiro a fechar logo de uma vez o projeto da Lei Geral da Copa sem fazer alterações que prejudiquem os negócios da Fifa. O homem da entidade que rege o futebol mundial sonha com a lei aprovada até março no Congresso Nacional, mas, pelo andar da carruagem, isso vai ser um tanto complicado.
Agora, na entrevista coletiva de Valcke com os principais nomes que envolvem a organização da Copa do Mundo, um nome destoou negativamente: Ronaldo.
Valcke mandou o recado dele, fez a pressão que sua entidade gostaria fazer. O ministro do esporte Aldo Rebelo pontuou reuniões marcadas para definir a Lei Geral da Copa e atualizou sobre o que o secretário-geral da Fifa deve encontrar nas obras. Ou seja: mostrou algum serviço.
E aí veio o Ronaldo, testa de ferro de Ricardo Teixeira no COL (Comitê Organizador da Copa). Tudo que ele conseguiu dizer foi um "O Brasil vai sediar a melhor copa de todos os tempos" e que precisamos ter "orgulho de sermos brasileiros", ou algo assim. E saiu dando autógrafos.
Ronaldo Fenômeno é o maior artilheiro da história dos Mundiais e um dos principais jogadores da história do futebol. E agora se presta a ser uma espécie de garoto-propaganda, de limpa-barra, de cheerleader moral de Ricardo Teixeira. Ele poderia muito mais que isso com a importância e carisma que possui.
Ronaldo: vacila muita na Copa 2014.

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