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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Eu e Ela
    • Agenda de príncipe não é fácil

      Nessa sexta-feira (9) , no mesmo dia em que o príncipe Harry chegava ao Rio, eu encerrava a minha agenda de trabalho em Londres, exatamente na porta da casa da Realeza. Ao mesmo tempo em que eu e meus parceiros Tatuí, Marcus Faustini, Sérgio Vaz e todo o nosso bonde apavorava o Reino Unido.

      Nossa viagem não foi para negócios e, claro, não era lá uma agenda de príncipe. Era uma agenda muito intensa e enriquecedora de um intercâmbio proporcionada pelo Peoples Palace Project(PPP). Na comitiva tinha representantes que trabalham com cultura no Brasil de todos os setores. Tinha gente do Ministério da Cultura, da Secretaria de Cultura da Bahia, do afrorregae, do CCBB, da Secretaria Nacional de Juventude , só pra citar alguns.

      Enquanto no Brasil o príncipe Harry jogava futebol, rugby , foi no Complexo do Alemão visitar a comunidade e teve até festa no Pão de Açucar, nós visitávamos alguns bairros distantes, que fazem parte da extrema periferia de Londres. É claro que as condições de

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    • Sonho de escola

      Enfim, o ano começou. Um viva aos horários cravados, ao tempo curto, ao dia certo para tudo, às demandas profissionais, pessoais... Sem demagogia, hoje estou, muito mais que antes, concentrada nos compromissos que a vida me propõe. Comecei a trabalhar a volta à vida normal de forma lúdica com meus filhos, deixei um recado  com vários desenhos no quadro de avisos: "Sabtá e Javã,  boa volta às aulas! Compromisso, foco, determinação e resultado serão o nosso lema de 2012!"

      Mas claro que, para tudo isso acontecer, eles precisam ser disciplinados e bem conduzidos em casa, e no espaço destinado ao aprendizado ter condições para obter uma boa educação escolar. Sei que pode parecer sonho, na realidade não temos estas ferramentas todas nas mãos, com certeza  o Brasil destina  pouco para os gastos com o setor do ensino. Isto é um fato que entristece, pois o governo gasta mais com um presidiário do que com  uma criança matriculada na rede pública.

      Eu  sigo acreditando na prevenção. Se sonhamos

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    • O Carnaval continua igual

      Hoje, uma quase "sexta-feira de cinzas" no Rio de Janeiro, meu pai comentou: " o Carnaval não é mais o mesmo" . Eu concordei, afinal, antes era tudo muito mais animado , muito mais divertido.

      Começamos , ele e eu num clima de saudosismo total. Até que lembrei do sábado de Carnaval, e meu filho passou correndo dizendo que ia para a praça , atrás de um bloco com minha sobrinha . O moleque de 16 anos corria atrás do bloco como se fosse a última coisa que ele faria na vida. Eu olhei para o meu pai e pensei, sem nada dizer: " o Carnaval é o mesmo, nós é que mudamos".

      É verdade, os blocos estão aí por todos os lados. Tudo bem que hoje eles são mais modernos, como devem ser, tocam sertanejo e até mesmo Beatles, mas o importante é que eles continuam aí, animando, sujando e festejando com a cidade. Nós adultos é que em geral passamos a ter medo da noite e dos aglomerados pelos riscos que essas situações impõem. Ou pela dificuldade em comprar uma simples garrafa de água no meio da

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    • Amor sem ardor

      A discussão faz do homem um ser mais sábio. No meu último texto preferi falar sobre a liberdade feminina, e por acreditar que as mudanças a favor da mulher só poderão acontecer mediante a participação do homem, fiquei contente com as manifestações de ambos os gêneros. Ampliei minhas reflexões a partir da discussão gerada. Queria dar uma segurada e deixar outros tantos tópicos do assunto feminino mais pra frente, mas quando vi minha filha de 9 anos perplexa por conhecer a história que foi capa dos jornais da semana passada, tive que me manifestar para fechar a tampa deste mês.

      Os olhares se voltaram para um caso que em outubro de 2008 marcou a sociedade brasileira. Em um apartamento em Santo André, na Grande São Paulo, a estudante Eloá Pimentel, de 15 anos, morreu após ser baleada na cabeça e na virilha e ser mantida presa por 101 horas dentro do apartamento. O assassino foi o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes.

      Após um julgamento longo, que durou quatro dias, Lindemberg foi

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    • Porta Rosa

      Ao abrir e folhear o jornal desde semana passada para cá, li fatos que me fizeram sentir vontade de discutir a mulher na sociedade, bisonhei no ouvido de um amigo, rolou estresse, então baixei a bola e resolvi escrever. É melhor, bem melhor.

      O papo de liberdade ainda é assunto entre as mulheres. Os anos mudam, passam e sempre é repensado, comentado discutido. Além de reafirmar os pensamentos, aguçam ainda mais a vontade de escolha, e do avanço na mudança. A pergunta é: até onde somos livres? Como usamos e usaremos esta tal liberdade feminina que tanto é aclamada pelas mulheres do mundo ?

      Talvez sejamos livres em pensamentos sem experimentar na prática. Ter liberdade teoricamente seria poder sair de Cuba e vir ao Brasil para discutir sobre liberdade de imprensa, como no caso da blogueira e revolucionária cubana Yoani Sánchez. Digo teoricamente porque o país negou pela 19ª vez a Yoani o direito de entrada e saída de Cuba.

      Ter liberdade é poder parir sua filha em casa

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    • Um câncer social

      Tenho visto e ouvido muitas discussões sobre o caso da desocupação do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos(SP). Tenho ouvido sobre o processo de reintegração de posse , sobre o problema que é receber um aluguel social (no valor de R$ 500,00), a dificuldade de buscar fiador e garantias como três aluguéis adiantados, entre outras questões.

      O Caso Pinheirinho trata-se da desapropriação, considerada por muitos truculenta e arbitrária, pelo poder público , do terreno que pertencia à massa falida de Naji Nahas. A ocupação por famílias, que fizeram daquele local moradia, começou há nove anos. No último dia 22, cerca de 6 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e foram encaminhados a abrigos oferecidos pela Prefeitura. Nos abrigos, mais problemas. Segundo nota da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República dessa terça-feira(31), foram constatadas violações de direitos humanos como ausência de condições de higiene, saúde e superlotação nos alojamentos. Ao que

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    • Teias

      Ultimamente tenho pensando muito na forma como nos comunicamos e como passamos as mensagens nesta loucura que chamamos de modernidade.  Desde que o mundo é mundo é assim, as sociedades inventam métodos diferentes e cada vez mais inovadores para se comunicar. É assim desde o pombo correio, até esse ponto nenhuma novidade.

      O que me intriga de fato é a sensação de que as redes sociais e a incrível velocidade com que nos comunicamos atualmente são quem realmente regem o mundo, uma coisa um tanto quanto Matrix, de que somos apenas peças em um jogo que alguém comanda. Alguém que ainda não sei quem... Ao mesmo tempo, sinto um poder incrível dentro de mim, a sensação de que somos capazes de expressar nossas opiniões de uma forma que nunca havia sido possível.

      Para mim, esta semana foi especialmente rica em reflexões desse tipo. Fomos surpreendidos quase que simultaneamente com um BBB (para os poucos que podem não entender: um ser habitante do planeta Big Brother Brasil) expulso, acusado de

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    • Um gol pra toda a vida

      Sabemos que o Brasil é o país do futebol, e lógico, ninguém precisa da CUFA para jogar futebol. O esporte está  nas veias do povo e nas artérias das ruas do país. Então, qual é o nosso papel ao incentivar um esporte já tão popular, uma prática que mexe com corações, mentes e corpos de milhares de pessoas de todas as idades ?

      Vendo o último vídeo do Globo Esporte, vi que essa missão vai muito além do esporte. Por mais que isso fosse claro antes, agora  eu via por um outro ângulo. Almoçando dentro de um bar. Clique aqui para assistir.

      O que se vê é mais que uma partida de futebol entre jovens que têm sonhos e buscas subjetivas, que vêm ao encontro de que temos buscado, que é superar a invisibilidade, integrar as comunidades e visibilizar talentos... Parece coisa simples, num primeiro olhar, como o jovem que fala que só quer ajudar sua mãe, e sair da favela  e lhe dar uma vida melhor! É lógico que esse jovem não está negando sua vivência, sua história, sua memória e seu DNA favelado. Suas

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    • 2012?

      2012 mal começou e  eu ainda me sinto como se estivéssemos em 2011. Talvez seja porque é a primeira semana do ano, as idéias ainda estão fervilhando e os planos para o ano ainda estão sendo construídos. Ainda assim, o que mais me lembra o ano de 2011 é a noticia da greve  dos bombeiros e da polícia  no Ceará.

      Em junho de 2011 tivemos essa experiência no Rio de Janeiro.  Talvez no Rio as proporções tenham sido maiores, graças às prisões dos bombeiros envolvidos e das manifestações que sucederam a greve, mas para mim a discussão que vale aqui é: até quando teremos no Brasil  trabalhadores de primeira necessidade da população sem condições de trabalho?

      No Ceará, cerca de 10 mil bombeiros e policiais militares entraram em greve no dia 29 de dezembro. O pânico tomou conta da cidade. O comércio fechou as portas. E o governo entrou em acordo com os grevistas, no dia 3 de janeiro.  Quando a população enfim acreditava que estava segura, entrava em greve, no mesmo dia 3 de janeiro, a Polícia

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    • Desenvolvimento

      Apesar de não ter frequentado a escola por muito tempo, aprendi na escola da vida que a forma como nomeamos os objetos, pessoas e lugares são muito importantes. O nome traz consigo uma gama de ideias pré-estabelecidas que conhecemos durante um tempo, talvez por toda uma vida. É o tal do preconceito.

      Essa reflexão me levou a crer que não temos mais o direito de nos dirigir aos moradores das favelas como pessoas carentes, oprimidas, marginalizadas ou coisas que o valham. Temos que encontrar outra formas, pois ninguém quer se associar ou ser associada a uma imagem negativa. Hoje o Brasil já é a sexta economia mundial , as empresas começaram a bater no teto e buscam novas formas de investimentos, buscam outros marcados, e claro, encontram nas favelas um lugar fértil para se instalar ou se associar. Não há nada de errado nisso, isso não pode ser tratado como oportunismo, mas como oportunidades, inclusive para as favelas. É comum nos dias de hoje abrirmos os jornais e vermos

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