Antes que você me pergunte... Não, eu não fui à Virada Cultural. Passei a semana doente, de cama, abatido por uma gripe fortíssima. E mesmo que estivesse com a saúde em perfeito estado, não iria a este evento.
Deixei de comparecer a esta maratona de shows desde que me peguei discutindo com as pessoas ao meu redor no meio de alguns shows, pedindo para que falassem mais baixo, que parassem de jogar bebidas em quem estava a fim de ver as apresentações e não urinassem no chão. Como estou velho para aguentar multidões mal educadas ao meu lado, abri mão de sair de minha casa para passar a madrugada batendo boca com adolescentes folgados e ainda correndo o risco de ser assaltado. Prefiro o aconchego do meu lar.
Como fui obrigado a ficar em repouso absoluto – até mesmo ouvir música fazia com que minha cabeça parecesse uma bazuca prestes a disparar -, fiquei pensando em muitas coisas. Uma delas é que, apesar da aparente imunidade que certos artistas e grupos conseguem adquirir em relação ao
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