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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Na Mira do Regis
    • Por algum tempo, Donna Summer foi incensada das maneiras mais erradas possíveis. E isto volta a acontecer no momento em que ela morreu, vitimada por câncer de pulmão que ela jurava ter contraído ao inalar "poeira tóxica" por causa dos atentados de 11 de setembro.

      Já tem paspalho na imprensa chamando-a de "Madonna da disco music", um exagero tão absurdo quanto risível. Se teve uma coisa que o mundo das discotecas fez com eficiência foi dinamitar o culto à imagem dos artistas deste estilo, algo contrário a tudo aquilo que a Madonna fez na vida. Quem queria saber da cara do Sylvester, da Tina Charles, da Andrea True Connection? O pessoal queria dançar. E só dançar.

      Tudo bem que Donna Summer foi uma das raras exceções a isto. Muito menos pela qualidade da música que fazia e mais pela incipiente indústria do videoclipe na época, um troço tão inovador para os padrões daqueles tempos que logo uma emissora inteira seria dedicada a isto: a MTV. Seus shows eram vigorosos e sem patifarias de

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    • Como você já sabe, defendo a tese de que música não tem religião e já escrevi algumas matérias a respeito disto - a mais recente está aqui.

      Dando prosseguimento a este assunto, trago aqui mais alguns artistas que fizeram e/ou fazem um excelente som com base em suas convicções religiosas. Lembre-se: mais uma vez, aqui estão os MEUS FAVORITOS. Ponto.

      Mais uma vez, esclareço que não tenho a menor intenção de tecer comentários a respeito da crença de cada um. Você pode acreditar naquilo que quiser. Aqui, o papo é música e MEUS FAVORITOS. Deu para entender? Não precisarei desenhar, né?

      Também aviso que, mais uma vez, omiti a presença de artistas como Elvis Presley, Ray Charles, Johnny Cash, Aretha Franklin, Al Green e o U2, só para citar alguns exemplos de gente que sempre colocou em suas canções uma mensagem religiosa, explícitas e/ou sutis. Optei por incluir aqui aqueles que realmente construíram suas carreiras totalmente em cima de sólidos preceitos da crença de cada um.

      Segue abaixo a

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    • Pois é... Pode ter demorado um pouco, mas finalmente aconteceu. Até mesmo a grande maioria dos jornalistas especializados em mídia não consegue mais negar algo que não deve mais ser encarado como um fenômeno, e sim como uma tendência: pela primeira vez na História brasileira, a audiência da internet superou a da televisão.

      Sim, é isto mesmo. A cada dia, milhares de brasileiros vêm mudando os seus hábitos e, de uma maneira absurdamente crescente, passam a trocar o tempo dedicado a TV por um período cada vez maior na frente do computador. Baseado em um estudo seríssimo realizado pelo Interactive Advertising Bureau do Brasil, chegou-se ao resultado inequívoco de que a internet é hoje o tipo de mídia mais consumido no país. Estima-se que tenhamos mais de OITENTA milhões de internautas. É este é um número que, reafirmo, não para de crescer.

      Navegar pela internet é hoje a atividade primordial de toda a população em seu tempo livre, não importando a faixa etária, a condição socioeconômica e

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    • Vivemos uma época tão nojenta na valorização do politicamente correto que resolvi protestar contra este excesso de moralismo tacanho logo no título deste texto. É só marcar minha posição perante este maremoto de intolerância para qualquer coisa que, teoricamente, venha a ofender as sensibilidades mais medíocres da população em geral.

      A recente polêmica causada pelo pavoroso clipe de "Kong", do apatetado Alexandre Pires, é mais um pequeno mato na imensa floresta de besteiras que vemos/ouvimos/presenciamos todo santo dia. Eu mesmo fui autorizado pelo SBT e pelo Raul Gil a participar do programa Manhã Maior, na Rede TV, para falar a respeito do assunto — veja aqui e aqui.

      O simples fato de pensarmos na possibilidade de um cantor negro cometer uma música racista contra uma sociedade inteira que apresenta a mesma cor de pele por si só já é motivo de gargalhadas. Pensar que isto vai provocar algum tipo de conscientização é algo que beira as raias do absurdo.

      Não é possível que os nobres

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    • Durante toda a minha vida tive o desprazer de tomar conhecimento de muitos artistas picaretas. Gente que não tem o menor pudor de gravar discos e fazer shows usurpando da maneira mais sórdida e canalha possível inúmeros gêneros e estilos musicais. Tudo para soar o mais inofensivo que for possível para agradar a ouvidos pouco exigentes e a cérebros do tamanho de um pistache.

      Como sou um assíduo frequentador de sebos de LPs, semanalmente meus olhos sangram ao deparar com a existência de certas fraudes musicais, nomes que chegam até mesmo a provocar ânsia de vômito em mim. Como passar incólume ao sabermos que embustes como Richard Clayderman, Julio Iglesias e Kenny G continuam livres e soltos para cometerem todo tipo de atrocidade musical?

      E como diz o antigo provérbio português - "desgraça pouca é bobagem" -, seremos brindados aqui no Brasil com outro troço estarrecedor: André Rieu.

      Quando soube que ele faria três shows em São Paulo, mais precisamente no Ginásio do Ibirapuera, cheguei

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    • Sexta feira passada morreu Adam Yauch, vitimado por um câncer aos 47 anos. Se você não sabe quem foi ele, pode pular este artigo e ler outra coisa no Yahoo!, pois nada do que vou escrever aqui fará sentido...

      Bem, se você ainda está aqui, então sabe que o cara, também conhecido pela alcunha de "MCA", era uma das três cabeças (muito) pensantes dos Beastie Boys. Isto sem contar que ele também era um produtor e diretor de vídeos dos bons. Se você curte aqueles clipes malucos que os Beastie Boys lançaram - "Body Movin'", "Three MC's and One DJ", "So What'cha Want" e "Intergalactic", por exemplo -, saiba que todos foram dirigidos por Yauch.

      Mas o grande mérito dos Beastie Boys foi mostrar para uma garotada branquela e cheia de preconceitos dos anos 80 que o rap poderia ser curtido independente da cor da pele do ouvinte. Ou você pensa que a presença do Kerry King, do Slayer, no clipe de "No Sleep 'Til Brooklyn" foi feita só com a intenção de celebrar uma "brodagem"? Claro que não.

      É claro

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    • Atendendo a mais uma infinidade de pedidos, aqui vai mais um capítulo desta série que pretende mostrar a você que, ao contrário do que diz a grande maioria das pessoas, a música brasileira continua tão rica quanto no passado - veja as matéria anteriores aqui, aqui e aqui. Para entender isto, basta apenas não ter preguiça em pesquisar e esquecer que TV e rádio são "propagadores de novidades".

      Veja abaixo mais alguns exemplos de artistas que vem fazendo trabalhos muito interessantes em nosso País:

      LUCAS SANTTANA
      Este é um cara cujo som não oferece pistas fáceis para qualquer tipo de rotulação. Afinal de contas, como definir alguém que joga dentro de um mesmo caldeirão sonoro generosas porções de MPB, música eletrônica, ritmos africanos, dub jamaicano, funk, soul e o que mais você pensar? Além de ótimo instrumentista e compositor de mão cheia, este bom baiano acaba de mostrar em seu mais recente disco, O Deus que Devasta mas Também Cura, que é um arranjador de primeira grandeza.

      FARIA &

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    • Vamos encarar a realidade? A maioria dos discos de Bethânia é um grande exercício de egocentrismo travestido de "autonomia", especialmente desde o início dos anos 80, quando ela se meteu a lançar trabalhos tediosamente imaginativos e com timbres de instrumentos horrorosos. Afinal de contas, se a MPB sempre foi construído em cima de artistas que produziam para álbuns, não custava nada a Bethânia ser um pouco menos careta na escolha de seus repertórios.

      É por isto que o mais recente trabalho da cantora, Oásis de Bethânia, lançado por sua própria gravadora — Biscoito Fino -, tem pelo menos o mérito de trazê-la sem aqueles arranjos empetecados e cheios de frescuras que normalmente marcam os seus discos. Decidida a se livrar dos excessos, ela entregou cada um dos arranjos a personalidades diferentes, muito embora eu duvide que "liberdade de criação" tenha sido um termo usado na empreitada.

      Muita gente vai acreditar no papo dos baba-ovos de plantão, que vão dizer que o formato deste álbum

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    • TONI TORNADO
      1 — SESC Taubaté — Taubaté (SP)
      Esqueça o ator de novelas. Para quem não sabe, ele foi um dos maiores nomes da cena black/soul/funk brasileira no início dos anos 70 e retorna agora aos palcos com a voz relativamente intacta, uma ótima banda de apoio e várias canções muito legais, daquelas que você ouve hoje dia, mas não faz ideia que é do repertório dele. Vá lá prestar homenagem ao cara, pô...

      AGENT ORANGE
      1 - Inferno Club — São Paulo
      O simples fato de ter sido este trio americano uma das primeiras bandas a unir punk rock e surf music em 1979 — ao lado dos Ramones — já é motivo suficiente para que eu recomende a ida a este show. Isto, aliado a boas canções e uma performance bem energética, transformam esta ocasião em uma boa oportunidade de ver parte da história do punk rock perante os próprios olhos.

      FORBIDDEN
      1 — Blackmore Bar — São Paulo
      Um dos menos comentados nomes da gloriosa cena de thrash metal da Bay Area de San Francisco que deu ao mundo o Metallica, o Testament e

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    • A cena já se tornou comum nos guichês de vendas de ingressos para shows — qualquer show: um sem número de marmanjos barbados/barrigudos e coroas já beirando a menopausa portando suas respectivas "carteirinhas de estudantes" para comprar seus bilhetes com 50% de desconto. A coisa está tão disseminada que ninguém sequer pede alguma comprovação de que a pessoa realmente estude alguma coisa. Virou uma praga de gafanhotos no meio de uma plantação...

      Chega a ser nauseante ver todo mundo — incluindo amigos meus que usam as tais 'carteirinhas' — reclamando do alto preço dos ingressos, como se todos tivessem deletado o fato de que são justamente eles e as pessoas que fazem uso desta excrescência as principais responsáveis pelo abuso destes preços. Não há um único produtor de qualquer tipo de espetáculo hoje no Brasil que não embuta no preço final dos ingressos o verdadeiro tsunami de carteirinhas falsificadas que vão bater nas bilheterias. Se isto não existisse, um ingresso seria, no mínimo,

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