Por algum tempo, Donna Summer foi incensada das maneiras mais erradas possíveis. E isto volta a acontecer no momento em que ela morreu, vitimada por câncer de pulmão que ela jurava ter contraído ao inalar "poeira tóxica" por causa dos atentados de 11 de setembro.
Já tem paspalho na imprensa chamando-a de "Madonna da disco music", um exagero tão absurdo quanto risível. Se teve uma coisa que o mundo das discotecas fez com eficiência foi dinamitar o culto à imagem dos artistas deste estilo, algo contrário a tudo aquilo que a Madonna fez na vida. Quem queria saber da cara do Sylvester, da Tina Charles, da Andrea True Connection? O pessoal queria dançar. E só dançar.
Tudo bem que Donna Summer foi uma das raras exceções a isto. Muito menos pela qualidade da música que fazia e mais pela incipiente indústria do videoclipe na época, um troço tão inovador para os padrões daqueles tempos que logo uma emissora inteira seria dedicada a isto: a MTV. Seus shows eram vigorosos e sem patifarias de
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