A julgar pelos últimos números das pesquisas eleitorais, o pleito está praticamente decidido. Claro que ainda há água a passar por baixo da ponte (como demonstra o recente episódio de quebras de sigilo envolvendo a Receita Federal) e eleição só se decide mesmo na contagem dos votos. Mas, em que se pese tudo isso, para o meu argumento, não faz diferença.
Parto da ideia de que a coligação PT-PMDB vai levar esta eleição presidencial, e isso possivelmente acontecerá no primeiro turno. Quero, aqui, analisar as consequências disto. Se não ocorrer a vitória no primeiro turno, ou mesmo se a coligação for derrotada, o cenário será outro, e este texto fica como aquele gol perdido no meio de uma partida: "se nós empatássemos naquele momento, o jogo seria diferente, não tomaríamos 4 gols".
O primeiro ponto a levantar é que esta será a primeira eleição presidencial após a redemocratização na qual Lula não é candidato. Desde 1989 o PT é Lula, agora não mais. Se esta eleição pode ser encarada como
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