ATIVIDADES DE AMIGOS

    Rafael Cortez
    • Um apelo às mulheres do meu Brasil... Não percam a feminilidade. Não percam essa malemolência, esse gingado, a tal doçura, aquela delicadeza. Não percam o que faz da nossa mulher, da fêmea tupiniquim, a melhor e mais invejada de todo o planeta Terra!

      Não é de hoje que é aqui, neste país tropical, que se encontram as versões mais belas da complexa criatura portadora de estrogênio.

      Não tem pra ninguém. A italiana pode ter um rosto mais delicado, mas nunca terá o corpo da brasileira. A africana tem mais peito, mas na combinação com a bunda é a “brazuca” que leva vantagem. As russas são loiras imponentes, mas lhes falta o carisma da nossas garotas. As americanas fazem plásticas mais convincentes, mas os atributos das gatas verde-amarelo são naturais; é tudo delas! Em resumo, nossas mulheres dão um baile nas demais, ainda que sejam muitas as qualidades das fêmeas internacionais.

      No entanto, de uns tempos pra cá, abro revistas e vejo mulheres exibindo corpos moldados com musculação pesada e

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    • De uns tempos pra cá, assistir a qualquer telejornal da TV aberta brasileira me faz lembrar o finado “Notícias Populares”.

      Para quem não sabe, o “Notícias Populares”, ou “NP”, foi um jornal que circulou em São Paulo entre 1963 e 2001, e que se notabilizou pelas matérias sensacionalistas de grande apelo com o povão. Tinha algo de engraçado no “NP”, porque os jornalistas que ali trabalhavam jogavam manchetes de duplo sentido, engraçadas até, e vendiam histórias bizarras como a de um suposto “bebê diabo” e até mesmo o “desaparecimento de Roberto Carlos” – ele mesmo, o Rei, que apenas estava fora do país. Mas, diversões à parte, o fato é que o conteúdo principal do NP era trágico. Era nota e mais nota sobre estupro, sequestro, violência e tudo mais que se possa imaginar relativo à barbárie humana.

      E eis que ver TV hoje antes da novela, hábito de muitos brasileiros, é se deparar com manchetes que antes pareciam restritas à classe D e E, mas são a realidade do alfabeto todo. Tá difícil de

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    • Os discos da década de 60 de uma das mais importantes cantoras brasileiras de todos os tempos estão reunidos em uma caixa especial.

      Para os fãs da cantora Nara Leão (1942-1989), toda e qualquer tentativa da indústria fonográfica de reviver sua bela obra musical é muito bem-vinda e recebida com alegria.

      Deixa eu me fazer entender: Nara lançou 25 discos, muitos deles excelentes. Alguns mudaram a história da Música Popular Brasileira, outros foram de absoluta vanguarda. Outros, ainda, foram deliciosamente experimentais, ousados. E rolaram até mesmo trabalhos irregulares, o que é legítimo para qualquer artista muito produtivo em meio a um cenário cultural tão inconstante, como sempre pareceu ser o brasileiro.

      Em resumo, Nara produziu muito e foi engajada com Bossa-nova, Samba, Canção de Protesto, Tropicalismo, tudo. E lançou muita gente boa; gravou em primeira mão muito hit da MPB. Mas a maior parte de seus discos está fora de catálogo em CD. Você encontra os “bolachões” de Nara em sebos,

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    • Rafael Cortez sempre quis fazer um curta-metragem. Mas não qualquer curta, e sim o PIOR curta da história. Para isso, ele escreveu e dirigiu "AniverCopo", a história da festa de aniversário de um copo de Coca-Cola. Um elenco de estrelas da comédia e amigos pessoais topou fazer parte desse projeto trash, e o resultado está aqui. Sinta-se honrado: o que você verá é ruim de doer. Tão ruim que pode ser bom!

    • No dia 03 de junho, o mundo completará 26 anos sem o genial violonista espanhol Andrés Segovia. E, cá entre nós, há 26 anos que o mundo é musicalmente mais pobre.

      Segovia é praticamente matéria obrigatória entre todo mundo que um dia senta para estudar violão. Pode ser para tocar no barzinho, pode ser para tornar-se concertista clássico. Se você empunhar esse instrumento e quiser mesmo conhecer sua história, irá esbarrar no legado de Segovia. Ele e o violão fundiram-se de tal maneira que ambos parecem uma coisa só.

      Segovia nasceu em Linares, pequeno município na província de Jaén, na Espanha, em 1893. Começou a tocar violão aos 04 anos, e só encerrou aos 94, quando um parada cardíaca fechou 9 décadas de devoção ao violão solo e sua consolidação como instrumento – também – erudito. Segovia se gabava de jamais ter tido um professor de violão. O fato é contestado até hoje, mas alimenta a aura encantada do “maestro” que fundou a escola do violão erudito moderno em todo o planeta.

      Foi

      Saiba mais »de Andrés Segovia – a falta que faz o grande violonista apaixonado…
    • Era um triste dia quando ela se viu sozinha
      Quando se viu forçada a desfazer-se de tudo que tinha
      Quando viu fechadas as portas atrás de si
      Era dela mesma que ela se despedia

      Deixando por terra tudo aquilo em que investiu
      Levando embora na memória o que viveu
      Ela percebeu que aquilo nunca existiu
      Quem lembra dela como era, nem sequer se entristeceu

      Ainda incerta se era fato que tudo ela tinha vivido
      Foi-se embora para sempre, de novo levando consigo
      O seu vício

      Aquilo que foi por todo o tempo o seu pior princípio
      Viver do risco
      De criar seus inimigos.

    • Felizes daqueles que têm a sorte de passar a vida por seus olhos e gostar do que constatam.

      Digo isso ainda sob o calor da estreia do Got Talent Brasil, o programa da Record que agora eu apresento. Finalizada a trabalhosa tarefa de colocar o filho no mundo, me peguei na varanda do meu apartamento, tacinha de vinho na mão direita, comemorando só, olhando a madrugada passar com os meus pensamentos. “E não é que cheguei até aqui?”

      À bela experiência de ver meu primeiro projeto de apresentador televisivo ser bem-quisto por amigos, público e equipe, somei o lançamento do meu novo site – o www.rafaelcortez.com. Minha web-page subiu toda reformulada, bem completa e fácil de navegar, apenas alguns minutos antes de começar o programa na Record.

      Sei é que fiquei ontem de noite lendo comentários virtuais de inúmeras pessoas que viram o Got Talent. Tinha no Twitter, Face, em chats específicos da internet, etc. Também recebi um monte de sms, ligações, whattsapp’s, recados de voz, uma carta

      Saiba mais »de Constatação de um momento muito bom
    • O mundo anda muito cheio de ódios banais e questionáveis.

      Cultivar relações cheias de sentimentos pequenos ou rancores indevidos é um retrocesso para a alma; para a vida. Eu sei disso na prática porque aprendi, fruto de estar quase com quarenta anos, que sentimentos mesquinhos só nos levam à patifaria; à mesquinharia em si. E um dia a vida acaba e pobres daqueles que levaram seus dias magoados e ressentidos.

      Escrevo isso como ensejo para mostrar um poema que escrevi em 2007. Eu fazia teatro com um amigo, mas brigamos feio e tivemos de seguir com o trabalho mesmo sem olhar na cara um do outro.

      Lembro que eu encenava um espetáculo cuja mensagem era de amizade e união, e meu companheiro de cena jogava comigo sem olhar no meu olho. Foi chato, e o poema foi um modo de exorcizar um pouco o sentimento ruim.

      Num contexto onde um grande amigo passa por algo parecido, lembrei dos versos e disse a ele: não entra nessa!

      Eu sigo uma filosofia de passar por cima do que não me eleva em nada. E acho

      Saiba mais »de Texto para virar hit entre os leitores de auto-ajuda.
    • Esses dias estava pensando em umas das árduas batalhas do Dr. Dráuzio Varella, o conhecido "médico do 'Fantástico'", da Globo. O cara combate tanto o cigarro que já tem fama de chato. É um dos personagens mais sacaneados entre todos meus amigos humoristas.

      Mas o fato é que o dr. Dráuzio tem razão. O cigarro ainda mata pra dedéu. E o bicho vende pra caramba!

      A publicidade não pode mais fazer apologia do homicida que solta fumaça. O politicamente correto impera em todo canto, e fumar está praticamente “démodé’. As autoridades fecharam o cerco, e em quase todo lugar não se é permitido tragar mais nada. Mas o cigarro sobrevive, e isso é mérito de estratégias muito assertivas da indústria tabagista. O foco agora é vender para um público cada vez mais jovem, e formar novos consumidores em potencial.

      Para os adolescentes, fumar tem seu glamour. Não são poucas as madrugadas de finais de semana onde entro em padarias 24 horas e vejo turbas de meninos e meninas de 14, 15 anos, comprando nicotina

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    • Chávez e eu. Para quem duvida do que vai ler nesse texto, a matéria está no Youtube. Procure por CQC - Presidentes.

      Agora que morreu o presidente venezuelano Hugo Chávez é que parece ter caído a ficha: eu falei com ele. Eu o entrevistei, consegui arrancar algumas risadas dele, sacaneei o cara... Justo Chávez, um dos maiores líderes não só da América Latina, mas do cenário político mundial contemporâneo.

      Tudo aconteceu em um das minhas melhores matérias nos meus cinco anos de CQC. Foi na 5a Cúpula dos Chefes de Estado da União Europeia, América Latina e Caribe. Rolou em Lima, no Peru. Para quem lembra, foi a matéria onde falei com todos os presidentes presentes graças a um misto da estratégia perfeita criada por Gonzalo Marcó (Gonchi), nosso produtor, e muita sorte: a equipe do programa conseguiu permanecer cerca de 5 horas dentro de uma área de segurança onde jamais poderia estar.

      Lembro de chegarmos dois dias antes do início da Cúpula para estudar o local. Pegamos nossas credenciais e ficamos desolados. Nosso acesso era apenas à Sala de Imprensa, de onde veríamos os encontros e reuniões por

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    (81 artigos)

    Sobre Rafael Cortez

    Jornalista, ator, violonista e compositor, desde 2008 Rafael Cortez é também humorista. Trabalhou em diversas áreas: foi produtor de circo e teatro, atendente de vídeo-locadora, assessor parlamentar, integrante de duo de ventrílocos e redator de textos eróticos para celular. Tem 1 CD demo ("Solo") e outro oficial ("Elegia da Alma"), além de 5 audiolivros. Participou do "CQC" da Band e atualmente apresenta a versão brasileira do "Got Talent". Também faz parte do elenco do "Na Pegada" da Rádio Metropolitana FM.

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