Uma estudante do segundo ano do ensino médio de Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi proibida pelo diretor da escola de assistir às aulas por ter pintado o cabelo de azul. O caso ocorreu no Colégio Cenecista Dr. José Ferreira.
O pai da garota já metriculou a filha em outro colégio e pensa em processar a antiga escola. Após conversar com a garota, o pai prometeu procurar outra escola se ela não quisesse continuar mais lá. Mas na quarta-feira (15), a garota foi novamente impedida de assistir às aulas. A direção da escola não se pronunciou sobre o caso.
Mas o caso repercutiu nas redes sociais (sempre elas). Em entrevista ao blog Mineira sem freio a estudante comentou que o direitor descumpriu o trato feito com o pai dela: Ele disse que eu poderia frequentar a escola até encontrar outro lugar para estudar. Diante da repercussão do caso, a estudante foi orientada pelo pai a não dar mais entrevistas.
Na opinião do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Mário Lúcio Quintão Soares, a decisão de expulsar a garota por causa da cor de seus cabelos fere o direito básico à dignidade e à identidade da pessoa humana. "Isso me deixa perplexo. Em hipótese alguma o educador pode coibir o comportamento dela de pintar o cabelo de azul". (vi no @Estadão)

