O índice Dow Jones subiu 83,10 pontos (0,66%), fechando a 12.758,85 pontos, seu maior nível desde 10 de maio de 2010. O Nasdaq ganhou 31,67 pontos (1,14%), fechando a 2.818,31 pontos. E o S&P 500 avançou 11,41 pontos (0,87%), fechando a 1.326,06 pontos. Com isso, o S&P fechou o dia em território altista, ou seja, mais de 20% acima do menor nível de fechamento recente, em 3 de outubro de 2011.
Os ganhos das bolsas ocorreram após o Fed afirmar que manterá as taxas de juros "em níveis excepcionalmente baixos" pelo menos até o fim de 2014. Anteriormente, o Fed tinha dito que os juros permaneceriam baixos até pelo menos meados de 2013. O banco central afirmou ainda que a economia continua a se expandir em um ritmo moderado e apontou para uma melhora recente nas condições gerais do mercado de trabalho, embora o desemprego continue em níveis "elevados".
"Dá para ver pelas reações dos mercados em todo o mundo que expandir o período para os juros baixos foi uma grande surpresa", comentou Dan Greenhaus, estrategista-chefe global da BTIG. A decisão do Fed fez o dólar cair ante suas principais rivais, elevando os preços das commodities e causando uma forte redução nos juros dos Treasuries. "Nós estamos vendo o dólar em queda, commodities em alta e Treasuries mais fortes. Isso é típico de afrouxamento quantitativo", acrescentou Grennhaus.
O anúncio do Fed acrescentou mais complexidade a uma sessão dominada por balanços corporativos e notícias vindas da Europa. A companhia que teve o melhor desempenho hoje foi a Apple, cujos papéis subiram 6,22%, após a gigante do setor de tecnologia informar ontem que teve lucro líquido recorde de US$ 13,87 por ação no quarto trimestre do ano passado, superando as previsões. Já o setor financeiro teve a performance mais fraca (Goldman Sachs -0,55%, JPMorgan -0,16% e Morgan Stanley -0,06%).
Os mercados de ações europeus encerraram a sessão hoje com leves perdas, com os receios sobre a falta de progressos nas negociações para a reestruturação da dívida da Grécia. No front econômico, as vendas pendentes de moradias tiveram uma queda mensal de 3,5% em dezembro, enquanto um índice dos preços de moradias teve alta de 1% em novembro. Economistas previam uma queda de 1% nas vendas pendentes e estabilidade nos preços das moradias. As informações são da Dow Jones.


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