Tóquio, 2 mar (EFE).- O índice de radiação coletiva à qual se expõem os trabalhadores da usina nuclear de Fukushima é até quatro vezes maior que antes da crise atômica iniciada há quase dois anos, informou neste sábado a operadora da central.
O cálculo realizado pela Tokyo Electric Power Company (Tepco) indica que em 2012 o índice de radiação coletiva alcançou 65,6 Svp, 4,4 vezes mais que os 14,9 Svp registrados em 2009.
O resultado do estudo, publicado pela agência local "Kyodo", foi apresentado a poucos dias do segundo aniversário da tragédia nuclear, a pior desde Chernobyl em 1986, provocada após o devastador terremoto e o consequente tsunami que assolaram o nordeste japonês em março de 2011.
Por outro lado, o índice de radiação coletiva é muito menor que o detectado no período posterior à tragédia, entre março de 2011 e fevereiro de 2012, quando chegou a 246,9 Svp.
Ainda assim, os dados publicados hoje mostram uma radiação elevada dois anos depois do desastre, o que dificulta a tarefa dos cerca de 3.500 empregados que trabalham em Fukushima para retirar o combustível danificado e desativar as unidades afetadas, um processo que, segundo os especialistas, pode levar até quatro décadas.
Há dois dias a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que, depois do acidente nuclear, os habitantes do município de Fukushima têm um risco maior de contrair câncer. EFE

