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    Clube Central vai arrendar ginásio para Soter

    O Clube Central, que tem sede na Praia de Icaraí, vai arrendar o terreno do seu ginásio, localizado na Rua Moreira César, para a construtora Soter. A empresa pretende demolir o atual edifício e erguer um shopping com 16 lojas no local. O projeto, já apresentado em reunião interna entre as partes, prevê ainda a construção de novo ginásio e estacionamento subterrâneo, além de uma academia e terraço, com área de lazer e restaurante exclusivo para os associados.

    O contrato inicial de 15 anos estipula aluguel de R$ 100 mil mensais pelo terreno de 1.400 metros quadrados, podendo ser renovado a cada cinco anos. O valor e o período do acordo são contestados por alguns sócios.

    A previsão é que o edifício tenha três pavimentos e área total construída de 6.400 metros quadrados. O investimento deve chegar a marca de R$ 15 milhões. O documento garante que a partir do início das obras, o shopping seja anexado ao patrimônio do Clube Central. As obras durarão cerca de um ano e meio.

    O presidente do Clube, Marcos Nelson, informou que durante as intervenções, as atividades do ginásio, assim como os oito funcionários do local, serão transferidos para sede. Ele afirma também que a negociação vai beneficiar financeiramente o clube.

    - O clube tem em torno de 750 sócios, sendo que, desses, cerca de cem não pagam taxa de manutenção, por já terem completado mais de 40 anos como associados. O ginásio tem sido oneroso para nós, porque temos que arcar com as despesas de funcionários e as taxas de luz e água, entre outras. Se não arrendarmos o terreno, não conseguiremos mantê-lo - diz Marcos Nelson.

    Sócios afirmam que terreno vale cerca de R$ 180 milDois sócios do clube entraram com uma ação judicial para anular o contrato. Segundo eles, o valor estipulado no documento é inferior ao valor real do terreno, que giraria em torno de R$ 180 mil. Os autores da ação, que tramita na 1 Vara Cível de Niterói, afirmam ainda que o arrendamento não foi devidamente discutido com os sócios.

    - Além do valor, encontramos irregularidades no contrato e não foi realizada assembleia geral com os sócios para discutir o aluguel. Isso é ilegal - diz o sócio Marco Aurélio Peralta.

    O presidente Marcos Nelson garante, no entanto, que o projeto foi aprovado em assembleia e também pelo conselho. As obras só serão iniciadas após a decisão judicial.

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