BUENOS AIRES - Em meio às críticas dos sindicatos, que pedem o fim da concessão à empresa TBA (Trens de Buenos Aires), a companhia se esquivou das acusações de que seu carro estaria em péssimas condições e levantou a possibilidade de falha humana na tragédia que matou 50 pessoas e deixou 657 feridos.
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Roque Cirigliano, um dos diretores do TBA, reafirmou nesta manhã que os serviços da linha Sarmiento (onde ocorreu o acidente) é "aceitável" e que inclusive "recebe mais investimentos que em (linhas comandadas) por outras empresas" ferroviárias. Cirigliano, que também é primo dos donos da companhia, foi o primeiro a comentar a colisão e chegou a dizer que "havia uma possibilidade" de "erro humano". Cirigliano falou brevemente com jornalista, mas precisou se retirar depois de uma enxurrada de perguntas e da revolta de passageiros que gritavam "assassinos".
Na quarta-feira, sindicatos denunciaram a péssima condição dos trens argentinos e pediram o fim da concessão à TBA, uma das maiores empresas ferroviárias do país. De acordo com os passageiros, o trem estava lotado. Enquanto alguns diziam que os freios haviam funcionado nas estações anteriores, outros afirmavam que o maquinista já vinha enfrentando problemas.
O acidente aconteceu no momento em que o governo da presidente Cristina Kirchner estuda revisar os subsídios concedidos ao setor. O auxílio faz as passagens serem atualmente muito baratas, e muitos denunciam que isso acaba minando a possibilidade de investimentos maiores no sistema ferroviário.
Governo decreta luto e cancela festas de Carnaval
A presidente Cristina Kirchner decretou dois dias de lutos no país inteiro e suspendeu as festas de Carnaval, que aconteceriam na sexta-feira na Avenida 9 de Julho, em Buenos Aires. O governo municipal também decidiu cancelar todos as festas previstas no calendário oficial para este final de semana. Em comunicado, o governo que compartilhar "com solidariedade e pesar a dor dos familiares das vítimas".


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