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    Especial: Conheça histórias de mulheres e homens que adotaram

    Nunca havia passado pela cabeça da produtora de moda Morena Andrade ser mãe. Muito menos adotar uma criança. Mas, faz vinte e cinco anos, essa convicção veio abaixo. Todos os dias, pilotando sua lambreta Vespa, ela parava em um semáforo num cruzamento atrás do cemitério da Consolação. E todo dia uma menina de rua, com aproximadamente três anos de idade, se aproximava e pedia: "Tia, me leva com você. Me leva junto, por favor."

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    Morena conta: "Uma hora não aguentei e levei a menina para minha casa. Passamos um fim de semana juntas, e na segunda-feira procurei o então Juizado de Menores para relatar a situação. Eles falaram para eu voltar com a criança. Ela foi toda arrumadinha. Me deram na hora uma guarda provisória de seis meses. Um ano depois chegou a certidão de nascimento da Fernanda."

    A partir daí mãe e filha construíram, segundo Morena, "uma história linda". Ela acredita que o encontro estava escrito nas estrelas: "Veja bem, acho que foi a Fernanda quem me adotou. Ela me arrebatou com aquele: tia, me leva com você." Hoje a menina do semáforo está casada e tem três filhos. "Meus netos são um escândalo de lindos", gaba-se a orgulhosa avó.

    Já Denise Machado, autora de livros infantis, sempre quis ser mãe. Ela e o marido André batalharam por um filho. Denise se submeteu a longos e custosos tratamentos que não deram em nada. "Nesse processo, tive alguns abortos espontâneos. Foi sofrido. No fim, a gente entendeu que o caminho era adotar", ela relata.

    O casal correu atrás. Depois de um ano, o Lucas chegou com apenas um dia de vida. "Eu não me continha de emoção, apertava nos meus braços o bebê que havia desejado com tanta força", Denise conta, e acrescenta: "Nunca pensei que seria capaz de amar tanto quanto amei e amo o meu filho."

    Passados três anos, André fez um tratamento médico e Denise engravidou da Gabriela. Mãe de um filho adotivo e de uma filha biológica, ela avisa: "O amor pelos dois tem a mesma intensidade. Tanto faz se um saiu da barriga e o outro saiu do coração. Agora, pensando bem, tem uma diferença sim. O parto do filho biológico dói mais."
    Claude Ferrandis com o filho Didier. (Foto: Arquivo Pessoal)
    Aos quarenta e cinco anos, a funcionária pública Claude Ferrandis não tinha mais planos de ser mãe. "Acho que nunca tive coragem nem de fazer um filho e nem de adotar", ela diz. Foi então que uma amiga assistente social a convidou para dar uma força na contabilidade de um orfanato recém-criado em Itabuna, Bahia.

    Claude se apaixonou pelo projeto e pelo primeiro bebê que chegou ao orfanato. Ela conta: "Me encantei com o pequeno Didier, e acredito que ele por mim. A criança quase foi adotada por outra mulher, mas na última hora o juiz vetou. Daí me candidatei imediatamente. Ele se tornou meu filho de papel passado aos nove meses. De repente me vi mãe, e tudo o que eu queria era sair correndo e apresentá-lo para o meu pai."

    Hoje Didier está com quatorze anos. Claude diz que é um grande prazer ter alguém tão intimamente ligado a ela: "Fazemos tudo juntos". Seu maior sonho é igual ao sonho de todas as mães biológicas ou adotivas: "Tudo o que eu quero é que o meu filho seja uma pessoa do bem."

    Também com quarenta e cinco anos, a contadora Marisa Alice Cartacho e seu marido Walter adotaram o Gabriel. Depois de esperarem cinco anos no Cadastro Nacional de Adoção, o menino chegou com cinco meses, e hoje está com oito. "Esses três meses de convivência têm sido uma felicidade só. O Gabriel alegra toda a família. Ninguém liga para o fato dele ser adotivo. Tanto faz, porque o amor é imenso", diz Marisa.

    A produtora cultural Dulce Maia sempre foi uma mulher de coragem. Foi uma das primeiras a usar minissaia, enfrentou a ditadura militar e o banimento por nove anos. Também encarou, com quase sessenta anos, a adoção de dois irmãos adolescentes. Ela conheceu seus futuros filhos enquanto trabalhava numa casa- abrigo na cidade de Cunha, São Paulo.

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    234 comentários

    • anita garibaldi  •  3 meses atrás
      Tenho um filho adotivo com 29 anos que veio pra com mim 36 horas de vida. Três anos e meio depois tive um filho biológico. Os criei de forma igual, dando o mesmo amor e o mesmo carinho, de pai e mãe, pois sou solteira e os criei sozinha. Hoje sofro, pois entendo que falhei o tempo todo - nunca estive preparada pra ser mãe. Sei que apesar dos dois já terem vencido na vida, não são felizes. Agora espero pelos netos, pra amar de forma diferente.
      • Josias 3 meses atrás
        Parabens, Anita. Pela coragem de contar o seu caso e pelo entendimento que você atingiu. Não tome como pessoal pois todos somos seres humanos e erramos mais do que acertamos mas na maioria das vezes a mulher solteira que adota uma criança esta mais interesada em realizar seu sonho pessoal de maternidade que prnsando na felicidade da criança. Claro que é melhor receber amor e carinho de uma só pessoa que não receber de nehuma mas agindo assim tira-se a possibilidade de a criança ser adotada por um casal. Boa sorte a você e a sua familia.
      • jorge 3 meses atrás
        Parabéns, Anita ! somos ser errantes e o fato de voce reconhecer sua falha a torna uma mulher de fibra e inteligencia.
      • Germano forster 3 meses atrás
        Anita: você deve tê-los criado, amado e educado muito bem. Quanto às suas impressões e sentimentos, isto é COISA DE MÃE, que nunca se acha satisfeita consigo mesma em relação aos filhos. Pensa nisso e PARABÉNS!
    • Dinho01  •  3 meses atrás
      Esse papo de que é contra a Bíblia já está mais do desgastado.Se a para seguir a Bíblia ao pé da letra,está todo mundo na fila do inferno.Ou será que alguém aqui vai deixar de comer carne de porco por causa das coisas que Moisés escreveu a mais de 3000 anos?E as mulheres vão baixar a cabeça para os homens por causa das epístolas de Paulo?
      • Barba 3 meses atrás
        cara, os Livros Sagrados condenam o sexo desregrado pelos males que advém dele; realmente ninguém deveria seguir a Biblia ao pé-da-letra, mas, tb ela não está desatualizada; e foi Paulo, em Corintios, que diz esposo e esposa tem respeito mutuo e equalitário, vai lá e confere
    • DANIELE  •  3 meses atrás
      Estava olhando os comentarios e fiquem horrorizada quando disseram q pais gays terao filhos gays e casais heteros terao filhos heteros, isso é a maior bobagem q ja li, ainda não sei o pq desse preconceito td, por acaso a orientação de cada pessoa vai fazer alguma diferença em sua vida?
    • S  •  3 meses atrás
      MAIS UMA COISA...OS HOMOSEXUAIS, SAO OS QUE MAIS ADOTAM CRIANCAS NEGRAS E TAMBEM JOVENS.!!!!
      A F-A-M-I-L-I-A , COMO TODOS FALAM ( PAPAI E MAMAE) SO' QUEREM BEBEZINHOS BRANCOS E QUE SE POSSIVEL TENHAM AS MESMAS CARACTERISTICAS QUE OS PAIS.
      A MATERIA E' CLARA ... FALA DE ADOCAO, DOACAO, AMOR AO PROXIMO E NAO SOBRE HOMOSEXUALISMO.
      • Raquel 3 meses atrás
        Apenas tomem o cuidado de não colocar a prática homossexual como a correta e a heterossexual como absurdamente ultrapassada... O padrão é ser heterossexual, até porque se não fosse assim, não haveria a procriação. Entendam muito bem o que eu disse: NÃO SOU CONTRA OS HOMOSSEXUAIS, MAS CONTRA A SUA PRÁTICA.
      • thais cristina da silva 3 meses atrás
        Bem colocado Raquel
      • Márcio 3 meses atrás
        Show de bola, Raquel!
    • Marlon  •  3 meses atrás
      Levítico 20,13
      • Mr. K 3 meses atrás
        Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: " Amai-vos uns aos outros"!!! Marcelinho, vai estudar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
      • Márcio 3 meses atrás
        Mr.K, sugiro que enquanto o Marcelinho estiver estudando, você esteja meditando na Bíblia em Levitico 20.13.É muito claro!!
      • adilson 3 meses atrás
        Ótima colocação Marcelo.
    • João  •  3 meses atrás
      Gente, não importa se quem está adotando é homo ou nao. O que importa e que essas crianças terão um lar, terão educação. Melhor adotado que na rua virando marginal. E a respeito do preconceito de ser adotado por um casal homossexual, sobre a dúvida se quando essa criança crescer será homossexual, pergunto: Os pais dos homossexuais eram homossexuais? Não! Assim cada um escolhe a sua orientação sexual, independe da orientação sexual dos pais. Caso contrário não existiriam homossexuais pois todos são filhos de heterossexuais, entendem? A lógica é simples.
      O que acho incrível é que essas mesmas pessoas que criticam a adoção por homossexuais são as que morrem de medo quando encontram uma criança no semáforo/farol, que correm pra fechar seus vidros...Então se não fazem nada para a situação mudar, não critiquem quem faz!
      • JORGE S 3 meses atrás
        joao,gostei da sua opiniao...bem certa!!
      • Rametlav Stone Rodrigues 3 meses atrás
        E quem disse que esses adotados não serão marginais. Os pais já o são, as margem da Natureza!!!
    • José Edson da silva  •  3 meses atrás
      Parabéns para aqules que adotaram essas crianças sejam o que forem.
    • Russo  •  3 meses atrás
      Nunca ouvi ou vi alguma notícia dizendo : CASAL HOMOSSEXUAL ESTUPROU O PRÓPRIO FILHO.
    • Maria  •  3 meses atrás
      finalmente o yahoo fez uma matéria que presta..nesse yahoo somente dá porcaria, mas hoje houve uma excessão...a inteligência voltou a reinar...que continue assim. Que esqueça sexo e mulheres peladas e discuta assunto de "gente grande"...
    • Fagner  •  3 meses atrás
      Pai e mãe é quem cria e não importa se é dois pais ou duas mães. Basta ter condições p/ dar uma vida digna p/ criança. agora só n vale é aquele papo de conservador procriador e sair fazendo criança de tudo que é jeito. Veja só, esses meninos abandonados são frutos de conservadores irresponsáveis.
    • alan  •  3 meses atrás
      Vocês já ouviram falar em Santa Inquisição? é isso que vai acontecer daqui a alguns anos, quando a Igreja Evangelica chegar ao poder total. Tal como Hitller, eles são um povo "superior escolhido por Deus". Isso que dizer que pode voltar a haver uma aniquilação em massa no mundo se essa corja tomar o poder. O que não está dentro da Verdade deles deve ser eleminado pois é heresia. Como a palavra PRECONCEITO não consta nas escrituras, PRECONCEITO não existe. Esse pessoal precisa "conhecer a verdade, para se libertar" de verdade. Esquecem que amor, não tem sexo, raça, cor, credo. E que a alegria de uma criança, em uma família ( Pessoas que estão ao seu redor e os ama) não tem preço.
    • Jaci  •  3 meses atrás
      Tudo que um filho do coração quer é ser aceito, amado, cuidado por seus pais...gay's ou não, isso pouco importa! Aliás, homossexual também é gente, ser humano feito de sentimentos. Há tantos héteros sem coração maltratando seus filhos!
    • Vanessa  •  3 meses atrás
      Eu sinceramente tento entender a cabeça dessas pessoas que tanto repudiam os homossexuais,a orientação sexual de uma pessoa pouco importa isso não vai definir caráter de ninguém, afinal o que é mais importante ? a orientação sexual de uma pessoa ? ou a forma como essa pessoa é? o que quero dizer é que o que REALMENTE importa é a essência da pessoa!e quem é gay também tem seus direitos , eles pagam impostos igualmente a tds. Então ... é isso ai gente , td mundo tem direito de ser feliz ,se vc aceita ou não , guarde pra vc ! Mas respeite a decisão de cada um .
    • Marcia  •  3 meses atrás
      Adotar é um ato tão grande de amor que não é pra todo mundo não.
    • Smiths  •  3 meses atrás
      Eu tenho uma grande mãe, nem por isso desejo duas. Rsrsrsrsrs (é sério)
    • Aurélio  •  3 meses atrás
      pelo andar da carruagem, num futuro próximo terei dificuldade de sair do armário e assumir que sou hétero!
    • Josias  •  3 meses atrás
      Pensando bem os 'gays é que são heterosexuais... pois fazem sexo de uma forma diferente... as pessoas normais são é ortosexuais... pos fazem sexo da forma correta... rsrs
    • Eduardo  •  3 meses atrás
      E se homossexualidade fosse tão anormal assim, os filhos de casais héteros seriam todos héteros e é por isso também que não é porque os pais são gays que o filho adotado também vá ser.
      Aliás, todos somos diferentes de todos, ninguém é igual a ninguém e cada vida é única como cada gota no oceano. Logo, não existe o que se queira definir como normal.
    • AG  •  3 meses atrás
      GENTE....QUANTA HIPOCRISIA E PRECONCEITO. A MATÉRIA FALA DE ADOÇÃO, POR VÁRIAS PESSOAS, DE VÁRIAS CONDIÇÕES SOCIAIS, E OPÇÕES SEXUAIS.
      ENTRETANTO, MUITAS PESSOAS SÓ CITAM E JULGAM O TÓPICO DOS CASAIS HOMOAFETIVOS.
      ACHO, QUE SÃO PESSOAS QUE PREFEREM VER AS CRIANÇAS SEM FUTURO, A VÊ-LAS AMPARADAS POR PESSOAS DISPOSTAS A LHES DAR CARINHO E SEGURANÇA. QUE LÁSTIMA !!!!!!!!!!!!
    • James Dean  •  3 meses atrás
      Ainda bem que essa não é minha família. Nada de preconceito, mais numa boa, familia é Pai e Mãe. Homem e Mulher.
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