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    Convergência da TV com a internet promete nova revolução

    Convergência da TV com a internet promete nova revolução

    Por Camilo Rocha

    São Paulo, 22 (AE) - Quando a TV a cabo chegou ao Brasil, a pobreza de opções da TV aberta ficou evidente. A convergência da televisão com a internet, caminhando a passo acelerado, promete fazer o mesmo com o menu da TV paga.

    Mas não é só questão de quantidade de opções. Estamos falando de outra maneira de ver televisão. O que era passivo, preso às grades das emissoras, vira ativo, e pode se ver o que quiser, na hora em que bem entender. Sem falar que a TV vira também um centro de mídia para ouvir suas músicas, rádios online, ver fotos, clipes, jogar games, etc.

    Há algumas maneiras de se começar a ver TV assim. A mais cara é a SmartTV (TV com internet). Seus modelos mais baratos e menores (32 polegadas) não saem por menos de R$ 1.500. Outra opção é acessar a web através de um console de jogos. Um pouco mais barato, mas ainda assim na faixa de R$ 700. E ocupam espaço com sua caixa e controles.

    A opção mais prática e econômica para levar a internet para sua TV (que não seja ligar seu computador direto no televisor) é uma categoria de produtos ainda pouco difundida no Brasil: os set-top boxes ou digital media receivers. Abrange uma variedade de módulos que ligamos na TV para canalizar conteúdo digital para nossos receptores.

    "Set-top box" significa, literalmente, "caixa que vai em cima do aparelho". O termo é usado nos EUA há décadas para qualquer tipo de conversor para a televisão, desde os heroicos transformadores de sinal UHF.

    Para os três aparelhos testados (Apple TV, Boxee Box e Seagate GoFlex TV), lançados recentemente no Brasil, a especificação digital media receiver (ou media streamer ou digital media hub) faz mais sentido. Os aparelhos vêm com aplicativos próprios (por exemplo, YouTube, Picasa, Netflix) ou podem acessar conteúdo do seu computador, smartphone e tablet.

    Mas, se tudo isso parece bom, ainda precisa melhorar muito para que o consumidor brasileiro possa usufruir dessa tecnologia como se deve. Primeiro, porque o media receiver depende de uma boa conexão de banda larga (pelo menos 10 Mbps). Segundo, porque por aqui a oferta de aplicativos e serviços pensados para a convergência entre internet e TV ainda é pequena (nem Google TV temos ainda).

    PRODUTOS

    APPLE TV

    Preço: R$ 399 (sugerido)

    Se o fato de se fechar num sistema não chega a ser um problema em produtos da Apple como iPad ou iPhone, com a Apple TV esse não é o caso. A razão de ser de um media center é o conteúdo e aqui o usuário está restrito ao que há no iTunes e a alguns aplicativos como YouTube, Netflix e Vimeo.

    Admita-se, não é exatamente pouco. Mas, quando se pensa no tanto a mais que existe na web (em formatos que o iTunes não lê), ou mesmo em pen drives e HDs da sua casa (que não podem ser ligados por causa da falta de entrada USB), as limitações ficam evidentes. O outro lado da moeda: é à prova de vírus e a qualidade da reprodução tende a ser uniforme.

    D-LINK BOXEE BOX

    Preço: R$ 599 (sugerido)

    A vantagem do Boxee Box é a quantidade de opções. A caixa da D-Link traz para a TV uma experiência mais próxima a navegar na web ao aceitar inúmeros formatos de som e imagem (a Apple TV fica presa ao iTunes e alguns aplicativos). A navegação é ajudada pelo teclado que vem no controle remoto (mas o mouse faz falta). Já vem com 180 canais de conteúdo, como Wired, BBC, VEVO e Globo Digital. Com toda essa abertura, um antivírus se faz necessário. Entradas: HDMI, duas USB, ethernet, áudio óptico e áudio estéreo.

    SEAGATE GOFLEX TV

    Preço: R$ 499 (sugerido)

    O set-top box da Seagate não difere muito do Boxee Box em termos do que ele pode fazer: acesso direto a praticamente tudo que se pode ver no seu computador, dialogando com inúmeros formatos de áudio, vídeo e foto. As entradas se repetem: HDMI, ethernet, duas USBs, áudio óptico e áudio estéreo. Sua grande desvantagem: Wi-Fi, só se você comprar um adaptador opcional.

    FAQ

    - O que é set-top box?

    É o nome dado a qualquer caixa que converte sinais para a TV, desde o antigo conversor de UHF até a Apple TV

    - O que é digital media receiver?

    É o set-top box que converte conteúdo digital para a TV. Alguns guardam arquivos (D-Link Boxee Box). Outros só têm streaming (Apple TV).

    - O videogame pode ser considerado um set-top box?

    Se ele se conecta à internet como o Xbox 360 ou o PlayStation 3, pode sim. O

    Xbox inclusive vem com o aplicativo de filmes da Netflix.

    - Posso navegar na web com o set-top box?

    Depende do modelo. Com a Apple TV você só pode acessar conteúdo da iTunes Store ou de alguns aplicativos. Já o Boxee Box tem browser.

    - Um set-top box depende de uma boa banda larga?

    Totalmente. Para a maioria dos modelos, recomenda-se uma conexão de pelo menos 10 Mbps para assistir a filmes em alta definição sem engasgar.

    Como você se sente ao ler este artigo?

     

    2 comentários

    • ildefonso  •  2 meses atrás
      Na introdução do artigo sobre as set-top box, menciona a necessidade de uma banda larga de "pelo menos 10 Mbps". Ora, todos sabemos que, pelo menos no Estado do Rio de Janeiro, o principal provedor de banda larga é a OI, através de seu serviço VELOX, que não dá a mínima para os usuários, e quando oferece é uma banda larga de 1Mbps, totalmente insuficiente para este tipo de conexão. Não investiu em transmissão de dados por ser a única empresa do mercado nessa área e agora está perdendo usuários para as outras empresas que chegaram oferecendo velocidades padrão de 10Mbps, chegando até a 50Mbps ( GVT ), algo que a OI NUNCA FEZ.
    • Rita  •  2 meses atrás
      joga games foi otimo rsrs
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