Acostumados a suar a camisa dia sim, dia não, na Praia de Icaraí, o grupo de running liderado pelo treinador Rossy Borges vai representar Niterói amanhã, num desafio inédito em seu currículo de competições: uma corrida em pleno deserto do Atacama, no Chile, a primeira de rua realizada no local.
Com 23km - pouco mais do que uma meia maratona (21km) -, a prova da qual o grupo participará terá 2km feitos na areia. O restante do percurso será no asfalto e em terreno de terra batida. A competição tem ainda outros dois percursos, com 5km e com 42km.
Diretor de uma assessoria esportiva, Borges afirma que descobriu a competição fazendo buscas na internet.
- Estou sempre procurando novas corridas, inclusive como uma forma de motivar meus alunos. Já participamos das maratonas de Paris e de Nova York, mas essa corrida no Atacama será um teste de resistência para todos nós, inclusive por conta da altitude, já que são 2.600 metros acima do nível do mar - diz, acrescentando que o grupo é composto por ele e mais quatro alunos. - Iniciamos a prova juntos, mas às vezes calha de um de nós se destacar e seguir mais rapidamente.
Borges conta que fez treinamentos especiais com a equipe para a competição, que terá cerca de 500 participantes:
- Fizemos treinos nas Paineiras, no Rio, em trechos de subida. E em Itacoatiara, na areia, para melhorar a resistência. O Atacama é um lugar muito seco, e isso também pode influenciar nosso rendimento. Como é uma prova totalmente inédita, não temos ideia de como será nosso desempenho. Apesar de a prova ser competitiva, não estamos com o intuito de alcançar as primeiras colocações. Nosso objetivo é testar nossos limites.
Um dos integrantes do grupo de Borges, o consultor de recursos humanos Fábio Vieira pratica corrida desde 2008 e afirma que já participou de cerca de 40 competições, incluindo a Maratona do Rio, no ano passado.
- A expectativa para essa corrida do Atacama é enorme, porque é totalmente diferente do que já fiz até agora. Vamos testar o piso, o tempo gasto para fazer o percurso. Vai ser bom também para verificarmos se temos condições de participar de outras provas mais difíceis - diz ele.
O administrador Leonardo Gimenez também faz parte da equipe. Segundo ele, a Meia Maratona da Ponte, no ano passado, foi a competição mais difícil da qual já participou:
- O calor era muito grande. Quando cheguei ao vão central pensei que não fosse conseguir terminar.


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