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    Cristina Kirchner fala em 'armamento nuclear' nas Malvinas

    BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Kirchner, voltou a condenar a militarização do Atlântico Sul e acrescentou, na noite de quinta-feira, que o país vai denunciar o Reino Unido também por introdução de "armamento nuclear na área" das Ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos).

    Durante uma cerimônia na Casa Rosada para anunciar obras de seu governo, Cristina destacou que o chanceler Héctor Timerman irá nesta sexta-feira à Nova York para apresentar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.

    - Nosso chanceler parte para Nova York para fazer a apresentação (da denúncia) às Nações Unidas. Precisamente, da militarização e do que é a introdução também de armamento nuclear nessa zona - afirmou a presidente durante o evento.

    O governo deu duas versões sobre as palavras usadas pela mandatária. No site da Casa Rosada, foi escrito "material nuclear", mas a assessoria presidencial usou a frase textual de Cristina, "armamento nuclear".

    Até então, o governo argentino não tinha feito referências a "armamento nuclear" em suas denúncias contra o Reino Unido. A citação de Cristina poderia estar relacionada com a possível chegada às Malvinas de um submarino nuclear HMS Tireless ou um HMS Turbulent, de acordo com o jornal inglês "Daily Mail". Como esses rumores não foram negados pelo governo britânico, o ministro da Defesa da Argentina, Arturo, Puricelli, qualificou a atitude dos europeus (que até agora só divulgaram o envio de um moderno navio de guerra à região) como uma "ostentação desnecessária de poder de fogo".

    Chanceler inicia articulação junto à ONU

    O chanceler Hector Timerman vai se reunir nesta sexta-feira com o presidente do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador Kodjo Menan, e falará sobre a militarização que o governo argentino sustenta que o Reino Unido está fazendo no Atlântico Sul. Timerman também vai se encontrar com o presidente da Assembleia-Geral da ONU, Nassir Abdulaziz al-Nasser, e com o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon. O tema desses encontros seria "a violação do Reino Unido a cerca de 40 resoluções das Nações Unidas que convocam ao diálogo" entre os dois países.

    Por último, o chanceler argentino vai se reunir com o presidente do Comitê de Descolonização, Pedro Nuñez Mosquera, e com os representantes da Colômbia e da Guatemala, países latino-americanos que possuem representação no Conselho de Segurança. O conselho é o único organismo da ONU com capacidade resolutiva sobre agressões entre países. Mas, enquanto o Reino Unido detém o poder de veto, a Argentina não tem sequer um embaixador na ONU no momento - Jorge Argüello, que ocupava o posto, assumiu a embaixada em Washington e ainda não foi substituído.

    Essas reuniões serão um prelúdio da apresentação formal no Comitê de Descolonização, prevista para 14 de junho. Nessa ocasião, acredita-se que Cristina Kirchner irá representar a Argentina com membros da bancada governista e da oposição.

    Após o anúncio argentino sobre a denúncia contra a militarização das Ilhas Malvinas, o Reino Unido afirmou que continua com sua "postura defensiva" e que só negociará a soberania do território se os seus três mil habitantes assim quiserem.

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    3 comentários

    • Nereu  •  3 meses atrás
      Cristina...!!! Voce anda bebendo de novo. !!??
    • Heitor  •  3 meses atrás
      Ei Da. Cristina! Quem sabe os ingleses andam montando lá também a tal máquina de provocar terremotos?
      Se manca, Da. Cristina...
    • Capent Industriales  •  3 meses atrás
      Pergunta para qualquer cidadão de Falklands se ele quer ser Argentino. A resposta que eles irão dar é o motivo desses delírios da Cristina. O fato é que a Argentina está desmoronando (de novo), e os peronistas estão desesperados para manter o poder. Então estão ressuscitando a velha pratica caudilha de criar um novo inimigo para jogar a culpa das mazelas do país.
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