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    Eleição para decidir divisão do Pará custou R$ 19 milhões

    DESTAQUES EM BRASIL

    BELÉM (PA) - O plebiscito deste domingo, que decide se o Pará deve ser dividido em três para a criação de mais dois estados - Tapajós e Carajás - custou até agora R$ 19 milhões aos cofres públicos, quantia inferior aos R$ 25 milhões inicialmente previstos. A informação foi dada nesta manhã pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que foi ao estado acompanhar a apuração das urnas. Até 11 horas, apenas 22 das 14.281 urnas do estado - oito na capital e o restante no interior - haviam apresentado problemas e apenas em Belém foi apreendido material irregular.

    Os eleitores respondem a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contrários à criação do estado do Tapajós. Em seguida, votam a favor ou não da criação do estado de Carajás. Ou seja, em tese, é possível votar pela criação de apenas um dos estados, dividindo o Pará em dois. - Este plebiscito mostra que o povo, não só do Pará, mas de todo o pais, está extremamente consciente e cobra resultado das autoridades - disse Lewandowski, que visitou o colégio Paes de Carvalho, ao lado da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, onde funcionam 14 seções.

    Segundo Lwwandowski, o resultado matemático do resultado do plebiscito deve ser conhecido ainda neste domingo, algumas horas depois do fechamento das urnas. O ministro do TSE visitou também o quartel do 8º Batalhão do Exército, no Pará, onde conheceu a sala de controle que acompanha, em tempo real, a movimentação das tropas no Estado. Dezesseis cidades do Pará receberam tropas do Exército para garantir a tranquilidade das eleições. O general Madeira, da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, que está em Marabá - quarta cidade mais violenta do país - afirmou que não foram registrados incidentes. As longas distâncias dificultam o trabalho - de Araguaia do Sul a Oriximiná, por exemplo, são 2.038 km.

    O major da 8ª Região Militar do Exercito, André Luiz Rodrigues Garcia, também afirmou não haver problemas durate a votação: - Graças a Deus, tudo está ocorrendo dentro da normalidade - afirmou o major.

    Tamanho do estado não melhora gestão, diz eleitor

    Em Belém, capital do estado, a votação do plebiscito transcorre sem problemas. Na escola Augusto Meira, no bairro Guamá, uma das maiores zonas eleitorais da cidade, poucos eleitores manifestam seus votos usando camisetas, bottons ou bonés. A empresária Lucienne Resque, de 37 anos, afirmou que não vê motivos para dividir o Pará, a não ser interesse político. - O governo pode instalar escritórios regionais em Marabá e Santarém, por exemplo. Hoje, com internet, não há motivo para que a sede do governo esteja perto. São Paulo também tem cidades distantes, como Presidente Prudente, mas nem por isso os políticos falam em separar - disse Lucienne (Presidente Prudente fica a 558 km da capital paulista).

    - Se criar estados menores resolvesse problemas, Alagoas e Sergipe seriam os melhores estados do país para se viver. O que me chateou foi a geografia dos mapas. Tiraram as áreas de minério, hidrétricas e floresta. Deixaram para o Pará só açai e tucumã, uma fruta que só serve para dar aos porcos - afirmou o engenheiro Antonio Aurélio Bandeira Monteiro, 61 anos.

    O plebiscito deste domingo no estado é o primeiro do país a ser realizado com o propósito de criar novos estados. Mesmo com toda a importância que o plebiscito é para todo o estado do Pará, uma escola no bairro de Val-de-Cans, em Belém, só recebeu as urnas eletrônicas para o pleito na manhã deste domingo, faltando apenas uma hora para o início da votação.

    Pará reúne mais de 4,8 milhões de eleitores

    O Pará tem 4.842.286 eleitores. Segundo o último levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de outubro passado, 45,6% dos eleitores do estado são analfabetos ou não completaram o Ensino Fundamental - ou 2,2 milhões de pessoas. Apenas 19,23% dos que vão votar declararam que sabem ler e escrever (930.039). Do total, 3,29% dos eleitores cursaram ou estão cursando uma faculdade. Um quarto do total está cursando ou concluiu o Ensino Médio.

    Apesar da baixo grau de instrução, o eleitor que vai decidir sobre o futuro do Pará é, em maioria, maduro. Predominam os eleitores entre 25 e 59, que correspondem a 66,05% dos votantes. Os jovens de até 24 anos de idade representam apenas 21,14% do total. Os idosos, com 60 anos ou mais, são minoria - apenas 12,81%, o que mostra que o baixo grau de escolaridade não é retrato de um Brasil antigo, mas atual e jovem, em com plena capacidade de desenvolvimento e trabalho.

    - Esta não é uma eleição de quatro anos, que vai escolher pessoas para um período determinado. O plebiscito define o futuro do estado - diz o desembargador Ricardo Ferreira Nunes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

    Neste domingo, a Justiça Eleitoral proibiu a venda de bebida alcoólica e qualquer tipo de boca de urna, mas os eleitores podem revelar suas preferências de forma individual e silenciosa, usando bandeiras, broches e adesivos. A lei seca prevalece até o fim da votação, que se encerra às 17 horas (18 horas para estados como Rio de Janeiro e São Paulo, em razão do horário de verão).

    O apoio das Forças Federais ocorre em Marabá, Santarém, Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Juruti, Oriximiná, Santana do Araguaia, São

    Félix do Xingu, Redenção, Tucumã, Pacajá, Anapú e Orilândia do Norte. Devido às longas distâncias, o TRE instalou 277 pontos de transmissão via satélite para agilizar a divulgação do resultado. - O eleitor está maduro para receber o resultado das urnas. Não creio em manifestações agressivas, pois a vontade de dividir o Pará não vem de hoje - afirma o desembargador.

    Se o resultado for sim à divisão, será apresentada uma lei complementar ao Congresso Nacional. O prazo para encaminhamento é o fim de 2013, para que sejam realizadas eleições nos três estados em 2014, junto com os demais entes da federação. Os novos estados começariam a funcionar de fato em 2015. O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, um estado de muitos imigrantes. O crescimento da população é grande. De 2000 para cá, o número de eleitores no estado aumentou 45%.

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    1 comentário

    • JOSÉ AFFONSO  •  5 meses atrás
      SO A ELEICAO CONSUMIU...DESAPARECEU COM 19 MILHOES DE REAIS
      ISTO DARIA PARA CONSTRUIR QUANTAS CASAS, OU QUANTOS MIL METROS DE ESGOTOS, DE ESCOLAS, DE REFORMA DOS HOSPITAIS QUE ESTAO ABANDONADOS...SOMENTE O BRASIL OU O BRASILEIRO PARA IMAGINAR ESSA INSENSATEZ
      SERIA O CASO DO SUL E SUDESTE SE EMANCIPAREM DO BRASIL, DEIXANDO O RESTANTE POR CONTA DE DEUS DARA E O SENHOR NAO FALTARA.... A ROUBALHEIRA PODERIA SER MENOR MAS CONTINUARIA A EXISTIR
      SE O CASO E DE EXTENSAO TERRITORIAL OUTROS ESTADOS PODERIAM SEGUIR O MESMO CAMINHO, MINAS, BAHIA, AMAZONAS, TODOS PARTIDOS EM DOIS, TRES.
      CRIARIAM MILHARES DE FUNCIONARIOS PUBLICOS E FUNCIONARIOS FANTASMAS, SERIAM CONSTRUIDOS PALACIOS DO GOVERNO, DA JUSTICA, DA POLICIA E AJA POLICIA PARA TANTO LADRAO, INCLUSIVE A FEDERAL, CENTENAS DE SECRETARIAS, ENFIM, A CONSTRUÇAO CIVIL E OS CURSINHOS NAO DARIAM CONTA DE TANTO CANDIDATO, A NAO SER QUE SUPRIMISSEM DA CF/88 A OBRIGATORIEDADE DE CONCURSO, POIS AINDA HOJE EXISTE A VALVULA DOS CARGOS DE CONFIANCA, ESPERO QUE O BOM SENSO PREVALEÇA E QUE ESSA IDEIA SEJA SEPULTADA TENDO O GOVERNO PARAENSE OUTRAS OCUPAÇOES MAIS DIGNAS E NECESSARIAS PARA CUIDAR DE SEU POVO ANALFABETO DOENTE ETC
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