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    Empresa brasileira investirá US$ 27 bilhões na construção de 30 sondas para o pré-sal

    A Sete Brasil investirá US$ 27 bilhões na construção de 30 sondas para o pré-sal brasileiro. Criada justamente para incentivar a produção do equipamento em território nacional, a empresa já tem contratadas 28 sondas para Petrobras (21 delas assinadas na última quinta-feira) e destinará outras duas ao mercado spot. Do volume total de investimento, metade virá do BNDES, através de políticas de apoio ao conteúdo nacional. Cerca de US$ 6,5 bilhão serão investidos pela própria companhia e os outros US$ 7 bilhões virão de agências de crédito à exportação e de bancos comerciais.

    - Com essas 28 sondas para Petrobras (que somam contratos de US$ 75 bilhões), é possível obter financiamento para a produção dos 30 equipamentos. Com esse contrato, a Sete Brasil se tornará a primeira colocada no mundo em contratos de afretamento, com 30 sondas de perfuração em seu portfólio. É a maior frota de equipamentos dessa categoria (de águas ultraprofundas) do mundo - afirmou João Carlos Ferraz, presidente da empresa.

    A empresa irá aumentar seu capital - atualmente de R$ 1,9 bilhão - para poder fazer frente às novas encomendas. A ideia é que a operação aconteça até o fim do primeiro trimestre. Segundo Ferraz, todos os atuais acionistas já se mostraram favoráveis a aportarem novos recursos. Hoje, a Petrobras, os fundos de pensão ( Petros, Previ, Funcef e Valia) e os bancos (Bradesco, BTG e Santander) comandam 95% da companhia, através da Fip Sondas. Os outros 5% são da Petrobras.

    - Se houver sobras, a Luce Drilling, de Aldo Floris, assinou compromisso de investir até R$ 300 milhões., e a EIG Group, de Washington, outros R$ 500 milhões. Há outros investidores interessados -destacou Ferraz.

    Ferraz disse ainda que a Sete Brasil está avaliando novos nichos de mercado para o pré-sal:

    - Queremos participar dessa oportunidade. Por isso, estamos analisando a participação em outros nichos, como FPSO, barcos de apoio e navios de transporte.

    Equipamento terá 62% de conteúdo nacional

    A empresa ganhou a licitação das 21 sondas Petrobras após ter oferecido um desconto de 8,5 % para a estatal, que fez um contrato de 15 anos com a Sete Brasil. O contrato de afretamento foi fechado por US$ 530 mil/dia, já contabilizado o desconto de US$ 45 mil/dia sobre o preço inicial, segundo Ferraz. De acordo com o executivo, o preço fechado ficou em linha com o mercado internacional, apesar de críticos do uso de conteúdo nacional dizerem que é caro construir equipamentos de exploração de petróleo no Brasil. A média de conteúdo nacional para a construção das 30 sondas será de 62%.

    Para as 21 sondas da Petrobras, conquistadas em licitação com resultado divulgado na última quinta-feira, a Sete Brasil negocia construção com os estaleiros EEP, na Bahia, Jurong Aracruz, no Espírito Santo, Keppel Fels, no Rio, e ERG2, no Rio Grande do Sul. A empresa pretende ainda fechar acordo com a OGX, de Eike Batista.

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