RIO - À frente de uma tropa de 43 mil homens, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, caiu na rede social. Inscrito no Facebook por sua filha em agosto do ano passado, o oficial se deparou com dezenas de pedidos para ter novos amigos assim que assumiu o comando da corporação, em setembro. Agora, ele está aproveitando a internet para interagir com o público, além de praças e oficiais. Em seu mural, há desde convites para solenidades a pedidos de mais policiamento e até reivindicações salariais. O sucesso de Costa Filho no Facebook já rendeu a ele mais de 2.100 amigos. Além disso, estão pendentes 250 pedidos de amizade.
- Minha filha me inscreveu no Facebook, mas eu não dava atenção. Quando entrei, descobri que poderia usar a rede social para me comunicar e me aproximar da tropa - disse o oficial.
A rotina de checar e enviar mensagens pela rede social está rendendo ao coronel mais alguma horas de expediente dentro de sua casa.
- Nunca deixo de responder a qualquer mensagem, até porque essa rede faz com que eu me comunique com policiais do interior, que estão afastados do comandante-geral. Há vezes em que entro no Facebook e aparecem mais de dez janelas me chamando para o bate-papo.
A tecnologia fez com que o coronel aproveitasse a rede para falar com praças, oficiais e até mesmo mandar recados para a tropa, como fez no início do mês, quando informou que o Colégio da Polícia Militar não seria extinto - ao contrário, outras duas escolas serão criadas para atender filhos de policiais. No mesmo dia, o comandante comentou em seu perfil a possibilidade de greve dos PMs, afirmando que oportunistas estavam liderando o movimento.
A proximidade com a tropa através do computador também já fez o coronel passar por situações inusitadas. Há poucos meses, após receber um convite de aniversário de uma PM da UPP do Morro do São Carlos, o oficial apareceu no local na hora marcada. A policial, no entanto, não esperava a visita do comandante e a festa, marcada para as 13h, havia sido transferida para 16h. Ao se deparar com o coronel dizendo que fora ali comer bolo, a PM ficou sem graça e, sem ter quitutes, lhe ofereceu um "macarrão instantâneo".
- Ela não imaginava que o comandante-geral fosse à festa. Cheguei cobrando salgadinhos e dei os parabéns à soldado. Como a festa ainda ia demorar, comi uns biscoitos e fui embora - contou, rindo.


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