Especialistas discordaram sobre centralização das redes sociais na assessoria de imprensa em debate em que participaram principalmente gerentes e veteranos de comunicação.
Aylons Hazzud
direto de São Paulo
No debate de hoje na Expo Y sobre uso de redes sociais para gerenciar crises em empresas, os debatedores discordaram em um dos pontos mais polêmicos da estratégia de redes sociais: se a comunicação deve partir de uma assessoria de imprensa centralizada ou se as diferentes equipes de dentro da empresa podem usar as redes diretamente.
A favor do uso descentralizado, Israel Degasperi, coordenador de mídias sociais da Tecnisa, disse: É vital que quem gere o conteúdo esteja próximo ao cliente e entenda do produto [] Imagina se alguém manda um tweet e mando esperar a resposta porque eu vou consultar.. Já o especialista Francisco Albuquerque discorda, alegando que é importante que o relacionamento seja feito por profissionais que saibam lidar com este tipo de contato.
A palestra também abordou outros assuntos sobre como as empresas devem lidar com redes sociais e evidenciou que, apesar de dedicada à Geração Y, atraiu principalmente profissionais de marketing e gerentes. Isto porque todas as perguntas vieram de outros profissionais de comunicação trocando experiências sobre este tipo de relacionamento entre empresas e clientes via redes sociais, enquanto o tema da Geração Y que seriam os usuários destas redes sociais passou ao largo da conversa.
Mesmo a palestra anterior sobre recrutamento em redes sociais, que atraiu uma fatia maior de jovens, também teve uma participação mais ativa dos veteranos e gerentes, que fizeram a maior parte das perguntas. Apesar do visível esforço em aumentar a interatividade, a dinâmica do evento aparentemente favorece a mecânica de palestras centralizadas nos âncoras com perguntas e respostas sempre bem direcionadas a eles, em vez de um efetivo debate entre os diversos participantes.


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