O governador em exercício, Beto Grill (PSB), admitiu que o problema vai se ampliar porque as perspectivas climáticas para os próximos dias não são boas. O Estado prevê que as 24 prefeituras que já emitiram Notificações Preliminares de Desastre (Nopreds) também vão decretar situação de emergência e que outras 110 administrações municipais podem seguir o mesmo caminho até a semana que vem.
Grill também revelou que, por sugestão da ministra-chefe da Casa Civil do governo federal, Gleisi Hoffmann, o governo do Estado poderá emitir um decreto coletivo de situação de emergência no qual relacionaria todos os municípios prejudicados pela estiagem. Isso facilitaria a liberação de recursos federais e o pagamento do seguro aos agricultores que perderam suas lavouras.
Embora ainda não tenha um levantamento consolidado, o governo do Rio Grande do Sul estima que os prejuízos provocados pela estiagem se aproximem dos R$ 500 milhões. As perdas são maiores nas lavouras de milho e feijão e na produção de leite das regiões central, norte e noroeste do Estado. A previsão dos serviços de meteorologia não indica perspectiva de chuvas fortes para os próximos dias. Na semana que vem o calor deve aumentar no Estado, podendo se aproximar dos 40 graus.


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