Nesta clínica ilegal, agora fechada pela polícia, eram feitos centenas de abortos anualmente. As pacientes chegavam a pagar 500 euros.Clínicas como esta desapareceram no Uruguai. O país tem leis de ...
mais Nesta clínica ilegal, agora fechada pela polícia, eram feitos centenas de abortos anualmente. As pacientes chegavam a pagar 500 euros.Clínicas como esta desapareceram no Uruguai. O país tem leis de aborto mais liberais do que outros na América do Sul, embora em alguns casos o procedimento ainda seja considerado crime. Mas o motivo para que muitas mulheres não recorram mais às clinicas é porque foi descoberta uma forma mais fácil de abortar: tomando Misoprostol, um remédio para úlceras de estômago.SONORA 1 – Francisco Coppola, presidente da Associação de Obstetras do Uruguai:“Misoprostol é um remédio que interrompe uma gravidez sem complicações em 97% dos casos”.Desde 2007, obstetras uruguaios têm autorização para recomendar o Misoprostol e são obrigados a proteger o anonimato das mulheres que queiram abortar, mas apenas gastroenterologistas podem realmente prescrever a pílula.Por causa disso um novo mercado ilegal surgiu no país.É muito simples comprar o Misoprostol. Basta uma rápida pesquisa na internet e uma ligação para marcar um encontro no próximo dia, no centro de Montevidéu.Nossa jornalista conta a vendedora que está grávida de quatro meses. Ela recomenda tomar cinco pílulas, o que vai custa cinco mil pesos, quase dois terços do salário mínimo aqui.Até este ano, duas mulheres sofrerem complicações com o remédio e morreram antes de chegarem ao hospital.Ativistas feministas afirmam que apenas a legalização do aborto vai evitar mais mortes. SONORA 2 – Martha Agunin,
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