RIO - O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse nesta terça-feira acreditar que as negociações com os policiais militares que estão em greve no estado estão avançando e aproveitou para fazer um apelo e pedir para que os profissionais de segurança não deixem a população desamparada.
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- Nós, ao longo de cinco anos, concedemos 30% de aumento real. E eu tenho limite na folha. As negociações são em torno desse valor, da chamada GAP 4 e eventualmente até da GAP 5, mas evidentemente isso terá que ser partilhado ao longo de 2013, 2014 e até 2015. Se for para pagar alguma coisa imediatamente agora, não há menor espaço, porque não tenho espaço fiscal para fazê-lo - afirmou o governador em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo.
Como forma de negociação, o governo da Bahia disse que garante um reajuste salarial de 6,5% em 2012, retroativo a janeiro, para os policiais militares, "como prova de que está disposto a negociar as reivindicações econômicas da categoria". Mas, à TV Globo, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e de seus familiares (Aspra), o soldado Marco Prisco, reclamou da oferta:
- 6,5% não é proposta - disse.
Prisco é um dos 11 grevistas que estão com mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Apesar da declaração de Prisco, o governador declarou que o fato de uma negociação ter começado às 16h30m e ter ido até as 2h30m "é um ótimo sinal".
- Quando as coisas não andam, as negociações se interrompem rapidamente - disse.
- A extensão da reunião é um sinal de que estamos no caminho de encontrar uma saída negociada - acrescentou.
Em entrevista à Rádio CBN, o governador voltou a falar da questão fiscal, para justificar que não pode atender a todas as demandas:
- Temos um contingente muito grande de servidores, mas não temos espaço fiscal para suprir todas as demandas - disse, em relação ao pagamento da Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, a principal exigência do movimento.
Sobre uma possível anistia aos grevistas, Jaques Wagner afirmou este não é o caso na situação:
- Não tenho interesse em perseguir ninguém. Mas aqueles que cometeram crimes de vandalismo, e atacaram um ônibus escolar, por exemplo, serão punidos. São coisas diferentes: protestar é uma coisa, fazer vandalismo é outra.
O governador também foi perguntado se considera a greve é legítima:
- Cada um tem sua opinião, eu não sou obrigado a ter a mesma opinião do ex-presidente ou do meu partido.


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