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    Indicadores ruins pressionam baixa nas bolsas europeias

    DESTAQUES EM ECONOMIA

    As bolsas europeias fecharam em baixa nesta sexta-feira, com a única exceção da de Londres, pressionadas por uma série de indicadores negativos, incertezas causadas com a entrada em vigor de cortes de gastos automáticos nos EUA e preocupações com o impasse político na Itália. O índice pan-europeu encerrou o dia com perda de 0,3%, aos 289,02 pontos, mas assegurou um avanço pela segunda semana consecutiva, de 0,2%.

    Os dados negativos começaram a sair na noite de quinta-feira (28/02), na China, cujo índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial recuou de 50,4 em janeiro para 50,1 em fevereiro, contrariando uma previsão de alta para 50,5. Já o PMI equivalente da zona do euro manteve-se em 47,9 no mês passado e o do Reino Unido mostrou uma queda inesperada, coincidentemente para 47,9, de 50,5 em janeiro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade manufatureira e abaixo, contração.

    Além disso, a taxa de desemprego no bloco de 17 países que compartilham a moeda única europeia atingiu novo recorde em janeiro, de 11,9%.

    Por outro lado, o PMI industrial dos EUA surpreendeu positivamente em fevereiro, subindo para 54,2, de 53,1 no mês anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam que o indicador recuaria para 52,5. Foi esse o dado que ajudou o mercado inglês a terminar a sessão com um modesto ganho.

    Também continua pesando nas transações europeias com ações a indefinição do cenário político na Itália desde as eleições gerais, que foram concluídas na segunda-feira (25/02) sem um claro vencedor no Parlamento. As diferentes facções políticas do país não têm demonstrado disposição de negociar para a formação de um novo governo.

    A situação em Washington é outro fator de pressão. Quando os mercados na Europa se preparavam para o fechamento, o presidente Barack Obama fez um pronunciamento no qual criticou o fato de as reduções de gastos terem entrado em vigor nesta sexta-feira, mas afirmou que os EUA vão superar o problema, que, segundo ele, não é "o apocalipse".

    A Bolsa de Milão registrou a maior queda desta sexta, de 1,54%, com o índice FTSE Mib fechando aos 15.675,37 pontos. Ao longo da semana, a perda no mercado italiano foi de 3,31%, a maior na Europa. Em Paris, o índice CAC 40 recuou 0,62%, para 3.699,91 pontos, terminando a semana com uma pequena perda de 0,17%. O conglomerado francês Vivendi, que pôs a operadora brasileira GVT à venda, teve uma forte queda de 3,2%.

    Na Alemanha, o índice DAX caiu 0,43%, para 7.708,16 pontos, mas garantiu um ganho de 0,60% na semana. O destaque de baixa em Frankfurt foi o Deutsche Bank, cujos papéis tombaram 4,3% após terem sua recomendação cortada pelo Goldman Sachs para "venda". Já ThyssenKrupp perdeu 3% após a notícia de que o conglomerado alemão recebeu ofertas finais menores do que esperava pelos ativos que está vendendo no Brasil e nos EUA.

    Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,28%, para 6.378,69 pontos, encerrando a semana com alta de 0,68%. O setor minerador, no entanto, teve fortes perdas após o PMI chinês e o anúncio da Glencore de que não conseguirá concluir sua fusão com a Xstrata até 15 de março. Caíram a Kazakhmys (4,7%), Evraz (4,2%) e as próprias Xstrata (3,1%) e Glencore (2,7%).

    O índice Ibex 35, de Madri, recuou 0,52%, para 8.187,10 pontos. Na semana, o mercado espanhol apresentou uma ligeira alta de 0,10%. Em Lisboa, o índice PSI 20 registrou queda de 0,82%, para 5.938,37 pontos, ampliando o declínio na semana para 2,92%. As informações são da Dow Jones.

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