O cortejo até a Basílica de Senhor do Bonfim teve início em seguida, por volta das 9 horas. Liderados por um grupo de cerca de 300 baianas tipicamente trajadas e portando potes de água de cheiro para a lavagem das escadarias da igreja, autoridades políticas, grupos artísticos, afoxés, blocos afro, representantes sindicais e indígenas e muitas famílias percorreram, sob sol forte, os oito quilômetros que separam as duas igrejas.
Integrantes da escola de samba carioca Portela, que este ano homenageia a Bahia em seu desfile no carnaval, também participaram do evento. Levados pelos tambores do Olodum, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Jéferson Souza e Jeane Martine, e duas passistas deram um toque diferente ao cortejo.
Era por volta das 11h30 quando as baianas chegaram ao topo da Colina Sagrada, onde fica a basílica, e deram início à lavagem das escadarias. Ali, milhares de fiéis aproveitaram para amarrar as famosas fitinhas no gradil que cerca a igreja, renovando a fé no Senhor do Bonfim.
"No ano passado, pedi pela recuperação da minha filha, que nasceu com um problema cardíaco e corria risco de morrer", conta a comerciante Maria Lydia Pessoa, de 33 anos, que levou a pequena Maria Clara, de 2, para o cortejo. "Vim agradecer a recuperação dela e pedir mais proteção."


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