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    Minuta da nova Constituição síria limitará mandato do presidente

    Damasco, 15 fev (EFE).- A minuta da futura Constituição síria limitará o mandato do presidente da República a sete anos, renovável por igual período, detalhou a TV oficial.

    Em declarações à emissora, um analista explicou que o mandato atual do presidente Bashar al Assad, que acaba em 2014, não contaria na nova regra. Por isso, o atual chefe de Estado poderia se apresentar nas eleições desse ano, e se for reeleito, concorrer às eleições seguintes.

    Isso significa que al Assad, de 46 anos, poderia permanecer no poder até 2028, quando já teria completado 62 anos.

    O presidente emitiu nesta quarta-feira um decreto que fixa para 26 de fevereiro o dia da realização de um plebiscito sobre a nova Constituição.

    O texto também regulamenta que após esse plebiscito serão realizadas eleições legislativas três meses depois.

    A televisão síria antecipou que o primeiro artigo da minuta estipula que o país "é um Estado democrático com soberania total, por isso que é inaceitável dividi-lo e não é possível renunciar a nenhum de seus territórios".

    A Síria tem um "sistema que se baseia no pluralismo político, onde se pratica o poder democraticamente através da votação", acrescenta o documento, que proíbe a formação de partidos religiosos.

    Além disso, estabelece que a religião do presidente da república é o islã e que a jurisprudência muçulmana é a fonte principal da legislação.

    Mesmo assim, "o país respeita todas as religiões e garante a liberdade de credo, e os assuntos pessoais são protegidos", diz o texto.

    A Carta Magna reconhece que "a liberdade é um direito sagrado" e que o Estado deve garantir a dos cidadãos, proteger sua dignidade e segurança.

    A minuta é composta por 157 artigos divididos em seis capítulos, que segundo a televisão síria, são o fundamento dos direitos e liberdades, além de recolher os princípios para a aplicação da lei e determinar os poderes do Estado e do Tribunal Constitucional.

    Esta medida faz parte das reformas anunciadas pelo regime para aplacar os protestos que explodiram em março de 2011 e que geraram uma espiral de violência que causou mais de 5 mil mortos, segundo os últimos dados das Nações Unidas, divulgados em janeiro. EFE

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