Veja também:
Veja o “tamanho” da dívida dos Estados Unidos após o acordo
Obama perdeu confiança de suas bases, dizem analistas
Obama promulga acordo para elevar teto dívida e afasta ameaça de moratória
Mas a Moody's acrescentou uma "perspectiva negativa" para a nota, afirmando que o rebaixamento ainda pode ocorrer se a disciplina fiscal enfraquecer ou o crescimento econômico se deteriorar significantemente.
Em julho, a Moody's tinha alertado sobre a possibilidade de um rebaixamento devido aos temores de que o governo poderia ser forçado a um default caso não houvesse aumento do teto da dívida de 14,3 trilhões até 2 de agosto.
Depois de tensas negociações no Congresso durante o fim de semana, o presidente Barack Obama assinou a legislação nesta terça-feira que aumenta o teto e também cria um plano para reduzir o déficit do país nos próximos 10 anos.
"O aumento inicial do limite da dívida em 900 bilhões de dólares e o compromisso para elevá-lo em 1,2 a 1,5 trilhão até o fim do ano virtualmente eliminaram o risco de um default", disse a Moody's.
A Moody's chamou o plano de um "primeiro passo" para diminuir o rombo a um nível que manterá as finanças americanas em linha com os parâmetros da nota AAA no longo prazo, ecoando os alertas do próprio Obama de que o acordo era apenas o começo de um longo processo de corte do déficit e de impulso ao crescimento do mercado de trabalho.
Mas as agências classificaram o complicado modelo de cortes como "não testado", notando que "tentativas de regras fiscais no passado nem sempre resistiram ao teste do tempo".
Acrescentando a perspectiva negativa à nota, a Moody's alertou sobre os riscos de a disciplina fiscal falhar, de as medidas futuras de redução do déficit não serem adotadas em 2013, e de a economia enfraquecer-se significativamente no futuro caso os custos dos empréstimos tomados pelo governo subirem de forma inesperada.
A agência disse esperar uma redução na proporção da dívida em relação ao PIB do país, agora próximo de 100%, para 73% em 2015.
"Medidas de redução dos déficits de longo prazo são positivas para o rating; a ausência de tais medidas seria negativo", completou a Moody's.


8 comentários