Washington, 21 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou na terça-feira de uma noite de blues na Casa Branca comandada por gigantes da música como B.B. King e Mick Jagger, e mais uma vez soltou a voz.
"Um dos pontos negativos de ser presidente é quando você quer sair à noite para passear e não pode. É frustrante. Mas também há ocasiões nas quais B.B. King e Mick Jagger vêm até sua casa fazer um show", brincou Obama antes da performance.
O blues "tem de algo universal", definiu o presidente na sala leste da Casa Branca, local onde ocorreu a festa, um dos atos para comemorar o mês da Herança Negra.
"Ninguém passa por essa vida sem alegria e dor, conquistas e sofrimento. O blues transmite tudo isso, às vezes com uma só letra ou uma nota", apontou depois.
A noite prometia e tanto o presidente quanto a primeira-dama, Michelle, se esbaldaram na primeira fila. Em meio ao público estava Marian Robinson, sogra de Obama, que mora com eles na Casa Branca, e membros do Governo, como a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, congressistas e outras autoridades.
B.B. King, de 86 anos e o "rei do blues", como o chamou Obama, abriu o espetáculo cantando com outros artistas convidados uma versão de "Let the Good Times Roll".
Além de King e Buddy Guy, outros artistas consagrados dividiram o palco com músicos mais jovens como Gary Clark Jr.
Mick Jagger, outra lenda, demonstrou entusiasmo e boa forma. Sua apresentação, cantando sozinho "I Can't Turn You Loose" e depois "Commit A Crime" com Jeff Beck, animou Obama e a primeira-dama.
O líder do Rolling Stones escreveu comentários no Twitter antes do show sobre os ensaios na Casa Branca. Em um deles comentou que Obama assistiu alguns deles e estava "muito feliz".
Tão relaxado estava o presidente no show que, apesar de mostrar resistência no início quando Buddy Guy o convidou para cantar, acabou pegando o microfone depois e entoando trechos de "Sweet Home Chicago", a música que fechou o evento.
Em 19 de janeiro, o presidente cantou o clássico "Let's Stay Together" em ato de arrecadação de fundos no Teatro Apollo de Nova York, diante de seu intérprete, que estava entre o público, o reverendo Al Green, considerado uma das lendas do soul americano. Pouco depois, Michelle revelou em entrevista na televisão: "Ele tem uma voz bonita e canta para mim o tempo todo". EFE


26 comentários