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    A paciência de Vanderlei no limite

    LONDRINA - O Flamengo que encerra no amistoso contra o Corinthians, neste domingo, a primeira parte de sua pré-temporada, em Londrina, está muito longe do que planejou o técnico Vanderlei Luxemburgo. E o descontentamento dele com a série de problemas está chegando ao limite, antes mesmo do primeiro jogo do ano. Esta é a impressão de integrantes da delegação que ouviram desabafos do treinador durante o período de treinos no interior paranaense.

    Alguns sinais externos corroboram esta avaliação. Costumeiramente bem-humorado, até piadista, Vanderlei tem exibido semblante fechado, de preocupação, durante a maior parte dos treinos. Deu, em dez dias, duas entrevistas coletivas: uma rápida, no gramado do Estádio do Café, após o amistoso contra o Londrina, e outra no CT, quando o embate com o vice-presidente de Finanças, Michel Levy, acerca de dívidas do clube com jogadores dominou a pauta.

    Desgaste com vice de finanças piora situação

    São vários os motivos da insatisfação do técnico. Ainda na semana do Natal, declarou estar incomodado pelo "engessamento" do Flamengo nas ações no mercado de contratações. Ele elaborou uma lista de reforços com cinco nomes (Bolívar, Wesley, Cleiton Xavier, Montillo e Vágner Love) e não recebeu nenhum deles. No dia da reapresentação dos jogadores no Ninho do Urubu, 3 de janeiro, ele lamentou que foi para Londrina sem o elenco definido, o que não era o ideal principalmente por haver um jogo decisivo já no dia 25, contra o Real Potosí. O período de treinos no Paraná está se encerrando e a situação não mudou.

    Ou se agravou: além de só o atacante Itamar ter se juntado ao grupo, o Flamengo fecha a semana seriamente ameaçado de perder Thiago Neves para o Fluminense. A diretoria rubro-negra decidiu não se pronunciar sobre o caso nesta sexta. Se o treinador já alertava para a necessidade de o Flamengo dar um salto em relação ao ano passado, e pediu contratações para qualificar o grupo, ter o elenco enfraquecido em relação a 2011 aumenta o incômodo.

    O desgaste com a diretoria piorou as coisas. Ao sair em defesa dos jogadores que reclamaram publicamente de luvas e direitos de imagem atrasados, Vanderlei comprou briga publicamente com o vice Michel Levy, justamente o responsável por viabilizar financeiramente as contratações. Ao intervir na briga, a presidente Patrícia Amorim evitou tomar partido de um dos lados. Na entrevista de quarta-feira, Vanderlei admitiu que as pendências financeiras do clube com jogadores limita suas ações no sentido de cobrar mais dos jogadores, embora tenha dito nos microfones que está satisfeito com o empenho do elenco.

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