O policial, que atuava na corporação havia dez anos, confundiu a furadeira com uma arma e disparou um tiro de fuzil contra a vítima. O supervisor de supermercado Hélio Barreira Ribeiro, de 47 anos, que estava na varanda de casa fixando uma lona com o equipamento, teve o pulmão perfurado e chegou a ser hospitalizado, mas morreu. A Polícia Militar admitiu o engano e, à época, classificou o episódio como "infeliz".
A absolvição do cabo foi pedida pelo próprio Ministério Público e a sentença foi emitida pelo juiz Murilo Kieling Pereira, da 3ª Vara Criminal do Rio. Se quiserem, o advogado de Albarello e o próprio Ministério Público ainda podem recorrer da decisão.
Segundo o juiz afirma em sua sentença, "deve ser ressaltado que a distância, a influência dos raios solares e a presença de vasos do tipo xaxim pendurados no terraço (da casa da vítima) não permitiam que o acusado tivesse certeza na identificação do objeto que Hélio segurava".
Segundo a família de Hélio, ele estava acompanhado pela mulher e, ao observar os primeiros policiais transitando pelo bairro para começar a operação policial, chegou a comentar com ela sobre o risco de ter a furadeira confundida com uma arma. Mas a mulher nem teve tempo para responder, pois segundos depois o marido foi baleado. Os próprios policiais prestaram socorro ao constatar o equívoco.
Na ocasião, a família de Hélio afirmou que o policial não deu nenhum alerta antes de atirar. Já a PM disse que Albarello gritou antes de atirar. A corporação afirmou que o policial pode ter agido conscientemente, supondo que Hélio empunhava uma arma, mas cometeu um equívoco.


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