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    Violentos protestos por queima do Corão deixam 4 mortos no Afeganistão

    Cabul, 23 fev (EFE).- Ao menos quatro manifestantes morreram e cerca de 20 ficaram feridos no Afeganistão nesta quinta-feira, no terceiro dia de violentos protestos contra a queima do Corão por militares da Otan, informaram à Agência Efe fontes oficiais.

    Na província sulina de Uruzgan, duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas, entre elas cinco soldados afegãos, em dois protestos que reuniram cerca de 2 mil pessoas nos distritos de Dihrawud e Tirin Kot, segundo o subchefe provincial de polícia, Gül Khan Wardak.

    Pouco antes, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas por disparos de soldados da Otan contra um grupo de manifestantes que tentou atacar uma base na província oriental de Nangarhar, disse à Efe um responsável da polícia, Mohammed Hassan.

    A fonte acrescentou que entre os feridos no incidente há dois militares americanos, que foram apedrejados pelos integrantes do protesto.

    Na província de Baghlan, no norte, um manifestante morreu e três foram feridos quando as forças de segurança repeliram o ataque de centenas de pessoas contra um quartel de polícia, segundo um responsável da administração local, Amir Gül.

    O Afeganistão registra pelo terceiro dia consecutivo manifestações que reúnem milhares de pessoas em diversos pontos do país para protestar pela queima de vários exemplares do Corão ocorrida no interior da base de Bagram, a maior da Otan no país.

    Com os quatro mortos desta quinta, chega a 12 o número de pessoas que perderam a vida nos protestos, que se estendem pelas principais cidades e províncias afegãs.

    Além disso, um homem vestido com uniforme do Exército afegão matou nesta quinta dois soldados da Otan no leste do país, em um incidente que pode estar vinculado aos protestos.

    Em comunicado emitido na quarta, os insurgentes talibãs pediram aos membros da polícia e do Exército afegão que disparassem contra os soldados das tropas internacionais como "vingança" pelos "anos de sofrimento" causados à "nação inocente".

    A missão da Otan no Afeganistão pediu desculpas após ser divulgado o episódio da queima do livro sagrado, na última terça-feira, e nesta quinta informou do início de uma investigação em colaboração com o governo afegão para determinar o que realmente aconteceu. EFE

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