RIO - Os trabalhos de demolição dos restos do Edifício Liberdade, que ficaram aderidos aos prédios do entorno, na Rua Treze de Maio, assustaram pedestres e trabalhadores na Cinelândia, na tarde desta quarta-feira. A queda de um pedaço da estrutura que sobrou do prédio fez um grande barulho e levantou uma nuvem grossa de poeira, que tomou as ruas próximas. A queda aconteceu por volta das 15h, mas já era esperada, uma vez que cortadores mecânicos estavam sendo usados por operários para fatiar as colunas que sobraram. Os destroços caíram dentro do terreno cercado com tapumes. E logo depois as máquinas foram desligadas para que técnicos fizessem inspeções nos destroços.
A Rua Treze de Maio continua fechada ao trânsito e cercada por grades de ferro para evitar a aproximação de curiosos. Ainda assim, dezenas de pessoas se aglomeram nas grades para assistir aos trabalhos dos operários e de bombeiros. Munidos com celulares e câmeras fotográficas, registram os acontecimentos. Na hora do estrondo, parte da plateia saiu correndo. Mas houve quem não arredasse pé do local. A poeira fez muita gente levar as mãos aos olhos e a boca como proteção, na esquina da Treze de Maio com Avenida Almirante Barroso. O vento carregou a nuvem espessa na direção do Largo do Machado.
_ O estrondo assustou e o povo começou a correr - conta Cida Baiana, que tem uma banca de acarajés no Largo do Machado. - Durante a semana passada a gente montou a barraca em outro ponto da praça, por conta da poeira. Esta semana tinha voltado porque as coisas melhoraram. O barulho me deu um susto - complementou a baiana, que mandou colocar filmes plásticos sobre os quitutes.
Defensoria Pública auxilia familiares de vítimas de tragédia
Familiares de quatro vítimas do desabamento no Centro do Rio no dia 25 de janeiro terão assistência jurídica da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. Após procurarem o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, as pessoas passarão a contar com o auxílio dos defensores públicos no acompanhamento das apurações sobre as causas da tragédia envolvendo três prédios.
A Defensoria está em contato com o poder público para levar informações aos parentes sobre o andamento dos resultados de exames de DNA e das investigações policiais. Os defensores vão avaliar ainda necessidade da propositura de ações de morte presumida para os casos em que os corpos das vítimas não forem localizados.
As famílias que desejarem contar com o auxílio da Defensoria podem procurar o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos pelos telefones 129 ou 2332-6345, ou na Avenida Marechal Câmara 271, 7° andar, Centro do Rio.


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