LONDRES - Com a proximidade dos 30 anos da Guerra das Malvinas, o primeiro-ministro britânico David Cameron acusou a Argentina de ser colonialista por reivindicar o território.
Em discurso ao parlamento britânico nesta quarta-feira, Cameron afirmou que está comprometido em proteger as ilhas do Atlântico Sul e acrescentou que os cidadãos das Malvinas devem poder escolher sua nacionalidade.
- O que os argentinos têm falado recentemente, eu diria que realmente está muito mais para colonialismo, porque essas pessoas querem continuar como britânicas e os argentinos querem que eles façam outra coisa - afirmou o premier britânico.
O Reino Unido controla as Ilhas Malvinas desde 1883. A guerra por causa da propriedade do território, que fica a 480 km da costa argentina, aconteceu entre abril e junho de 1982 e causou a morte de 255 britânicos e 650 argentinos.
O governo britânico diz que só vai aceitar discutir a soberania das ilhas se os três mil moradores de lá pedirem por isso. O país também afirma que os insulanos querem continuar com a cidadania britânica.
A tensão sobre a soberania das Ilhas Malvinas tem crescido nos últimos anos por causa da exploração de petróleo no local e ganha ingredientes extra com os 30 anos da guerra e com a visita do Príncipe William prevista para este ano.
Em junho do ano passado, a presidente argentina Cristina Kirchner descreveu o Reino Unido como um "poder colonialista em decadência" por se recusar a discutir sobre as ilhas e disse que os argumentos britânicos eram exemplos de "mediocridade beirando a estupidez".
Em dezembro, os governos de Brasil, Chile e Uruguai concordaram em bloquear seus portos para navios com bandeiras das ilhas, mesmo com as tentativas do governo britânico de se aproximar da América Latina para evitar um bloqueio econômico. O ex-presidente brasileiro Lula também já criticou pessoalmente a soberania britânia sobre as ilhas.


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