Rio de Janeiro, 9 fev (EFE).- O artista plástico Romero Britto, tema do enredo da escola Renascer de Jacarepaguá neste ano, comparou nesta quinta-feira sua pintura com o próprio carnaval, duas expressões culturais que, segundo ele, são capazes de encarnar "a alegria".
"Quando era criança assistia o carnaval pela televisão. Era um momento de grande alegria, assim como o sentimento presente em minha arte", disse Romero Britto ao visitar a escola de samba que levará sua história para a avenida.
Romero Britto, que nasceu no Recife, em 1963, declarou que as semelhanças entre o carnaval e suas obras plásticas de tendência pop vão além da alegria, já que ambas possuem um processo criativo "bem aberto".
O artista assegurou que se viu retratado nas 3,5 mil fantasias, nos sete carros alegóricos e no samba-enredo que a agremiação Renascer de Jacarepaguá apresentará em seu desfile, que será realizado no domingo da próxima semana.
"Foi como ver a minha vida desde criança até agora, toda minha trajetória vital e criativa. O meu coração está aí", afirmou o artista plástico em entrevista coletiva no barracão da escola, localizado na Cidade do Samba.
O carnavalesco Edson Pereira, diretor artístico da Renascer, aceitou o auxilio de Romero Britto no desenho de algumas peças do desfile, incluindo uma imponente estátua do Cristo Redentor, o maior símbolo do Rio de Janeiro, que foi colorido com as típicas cores das pinturas do artista.
Pereira disse que o desfile da Renascer exaltará a história de Romero Britto para os brasileiros, já que, segundo ele, o artista plástico é mais reconhecido no estrangeiro do que em seu próprio país.
Reconhecido por suas cores vivas e por sua estética pop, Romero Britto reside há anos em Miami, porém, fez questão de vir pessoalmente acompanhar a evolução do trabalho da escola de samba carioca.
O artista plástico, que também já confirmou sua presença no desfile, será o destaque do último carro alegórico da Renascer, que cruzará os 700 metros do sambódromo diante de aproximadamente 72,5 mil espectadores. EFE


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