Agência Estado

Rebelde do Sri Lanka acusa Direitos Humanos da ONU

Seg, 01 Jun, 08h03

Um dos poucos líderes do grupo rebelde Exército de Libertação dos Tigres do Tâmil Eelam (LTTE) Selvarasa Pathmanathan condenou hoje a agência de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) por rejeitar os pedidos para que fossem feitas investigações sobre crimes de guerra nas semanas finais do conflito civil no Sri Lanka. Em comunicado, disse que os Tigres Tâmeis queriam expressar sua "raiva e condenação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU por seu fracasso de fazer justiça" pelos mortos.

O governo proclamou na semana passada vitória sobre os rebeldes, que nos últimos 25 anos lutaram pela criação de um país independente tâmil no norte e leste do país. O temido líder do grupo Velupillai Prabhakaran e quase todos os seus líderes políticos e militares foram mortos na campanha do Exército cingalês. Segundo estimativas da ONU, cerca de 7 mil civis foram mortos nos confrontos desde janeiro.

Alguns países exigiram uma investigação internacional sobre as acusações de que o governo disparou armas pesadas em áreas civis densamente povoadas e que os rebeldes usaram civis como escudos humanos. Mas numa reunião de emergência na semana passada, o Conselho de Direitos Humanos da ONU não apenas rejeitou os pedidos de investigação de crimes de guerra, mas também aprovou uma contra resolução do Sri Lanka condenando os rebeldes e reafirmando que a guerra foi uma questão "doméstica" que não justificava interferência externa.

RECOMENDE ESTA NOTÍCIA

Minha recomendação:

Média (Not Rated)

0.0 stars