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Abre alas para Chiquinha Gonzada

Qua, 04 Jun, 01h08

Guilherme Bryan/Especial para BR Press

(BR Press) - Uma das mais caprichadas e elogiadas produções televisivas brasileiras, a minissérie Chiquinha Gonzaga está de volta quase dez anos depois de sua exibição pela TV Globo, de 12 de janeiro a 19 de março de 1999.

Trata-se de um tempo bastante extenso para uma adaptação que já merecia há muito tempo estar nas prateleiras. Afinal, falamos da vida e a obra da mais importante maestrina e compositora brasileira, Francisca Edwiges Neves Gonzaga – persona fundamental de cultura brasileira que deveria ser muito mais lembrada do que o é.

Pois a obra de Lauro César Muniz e Marcílio Moraes, dirigida por Jayme Monjardim, Luiz Armando Queiroz e Marcelo Travesso, e estrelada por Regina Duarte e sua filha Gabriela Duarte, acaba de ser lançada em versão integral numa caixa com 6 DVDs, num total de mais de 23 horas (Globo Marcas, R$109,90, em média).

Cinema

Atualmente, Lauro César Muniz se dedica à adaptação da minissérie para o cinema, em que seria autor do roteiro, a direção ficaria com Jorge Bodansky e teria uma participação do maestro John Neschling, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na trilha.

A minissérie começa com Chiquinha Gonzaga envelhecida (Regina Duarte passou por um processo fantástico de maquiagem para ficar com aparência de mais de 80 anos) assistindo à uma peça no Teatro Municipal baseada em sua vida. É quando começa a relembrar os momentos mais marcantes de tudo que viveu, como quando foi obrigada a se casar com um homem que desejava privá-la da música e do qual conseguiu se libertar ao fugir com o músico João Batista (Carlos Alberto Riccelli).

À frente

Ela também recorda sua intensa luta pelos direitos da mulher e pela defesa dos ritmos populares, desprezados pela elite cultural de sua época. Prova disso é a defesa inconteste do lundu e do choro, e de seus principais representantes, caso do músico Joaquim Calado (Norton Nascimento). Já amadurecida e consagrada, Chiquinha também se entrega a uma paixão avassaladora pelo jovem Joãozinho (Caio Blat/Fabio Junqueira).

Numa homenagem digna da primeira compositora brasileira no final do século XIX, a primorosa seleção musical é outro ponto alto da minissérie. Ali estão clássicos como a polca Atraente, o tango Gaúcho (Corta-Jaca) e a marcha carnavalesca Ó Abre Alas, que compôs para o cordão Rosa de Ouro e se tornou um dos maiores marcos da música brasileira de todos os tempos.

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