Agência Estado

Ecclestone elogia Hitler e Saddam Hussein em entrevista

Sáb, 04 Jul, 01h00

Bernie Ecclestone está causando polêmica com uma entrevista que concedeu ao jornal londrino The Times. Detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, Ecclestone abriu o jogo e revelou de onde tira inspiração para exercer o poder que tem sobre a categoria. Sem pudor, o empresário inglês disse preferir "líderes fortes", citando como exemplos a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Mas o momento mais polêmico da entrevista veio quando comentou sobre suas referências políticas. Depois de afirmar que a democracia "não fez muito para muitos países, incluindo este (Inglaterra)", Ecclestone, de 78 anos, ainda destacou pontos positivos da figura de Adolf Hitler, líder do nazismo e apontado como principal responsável pelo genocídio contra os judeus nas décadas de 1930 e 40. Para o empresário, Hitler fazia "as coisas acontecerem". "Acho que é horrível falar isso, mas, tirando o fato de que Hitler se deixou levar e foi persuadido a fazer coisas que não tenho ideia se ele realmente queria fazer, ele estava em uma posição que conseguia comandar muitas pessoas, fazendo as coisas acontecerem", opinou Ecclestone, para depois ainda criticar a retirada do ditador Saddam Hussein do Iraque. "Ele era o único que podia controlar aquele país", justificou o empresário. Neste sábado, os principais líderes judeus da Europa demonstraram espanto e revolta pelos comentários de Ecclestone. O inglês, porém, já é conhecido pelas suas afirmações polêmicas. Em outra oportunidade, o detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1 disse que as mulheres deveriam se vestir de branco, "assim com os outros aparelhos domésticos". À época, Ecclestone alegou que o comentário tinha sido uma brincadeira.

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