Qua, 04 Nov, 11h54
(São Paulo, BR Press) - Há 20 anos, em 9 de novembro de 1989, o mundo assistia à queda do Muro de Berlim e ao início do processo de reunificação das Alemanhas Oriental e Ocidental, um dos acontecimentos mais importantes do século 20 e que teve ecos também na arquitetura e no urbanismo, na literatura, nas artes plásticas e no cinema.
Política
Quem quiser entender o processo que culminou com a queda dos regimes comunistas no Leste Europeu, a derrubada do muro e a desintegração do chamado Bloco Socialista, pode lançar mão do livro A Reunificação da Alemanha - Do Ideal Socialista ao Socialismo Real (Editora Unesp, relançamento, 236 págs., R$ 45,00), do cientista político e historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira.
Arte
Quem quiser fazer uma viagem mais subjetiva pela representação artística deste que é um dos mais importantes fatos históricos do século 20, pode conferir, no Goethe-Institut, a partir de segunda-feira (09/11), a mostra dESTElado, com intervenções de quatro jovens artistas brasileiros, que utilizarão como suporte para as suas produções a própria arquitetura do prédio, com instalações e sites specifics (trabalhos artísticos criados para lugares específicos), além de publicações e formas diretas de interação com o público.
Em Exil, site specific criado especialmente para um dos corredores externos do prédio, Alexandre Furtado emprega suportes e materiais de sua pesquisa, na qual busca explorar técnicas como a pintura, o desenho e a lapidação para compor um grande painel.
Falência
A instalação de André Komatsu Como Se Comporta o que Se Consome, Como Se Consome o que Se Comporta representa uma compilação de vários trabalhos do artista que tratam da falência de uma sustentação, da criação de novas bases sobre uma base primária ou mutação de um mesmo padrão.
Em Almanaque #3, terceira publicação de Laerte Ramos, cujas obras percorrem os limites entre arte e arquitetura/design/moda, o artista propõe um almanaque com desenhos de estruturas dos muros e ofendículos, usados durante os anos de atividade do Muro, e algumas possibilidades de construções utilizando o papel como suporte.
A instalação Paisagem Sonora, de Pedro Palhares Fernandes, prevê uma participação imersiva do visitante, que poderá experimentar resultados sonoros e visuais.
Paralelas
Duas exposições paralelas também serão abertas na mesma data no Goethe-Institut São Paulo. Grenzfall (Queda da Fronteira), de Norbert Enker, apresenta por meio de uma projeção de imagens, as transformações que ocorreram ao longo do Muro de Berlim, de dezembro de 1989 a março de 1992, num relato fotográfico da cicatrização desta ferida histórica.
Ortszeit (Horário local), de Stefan Koppelkamm, abrange uma seleção de fotografias do Muro de Berlim, complementadas ainda com breves comentários de Koppelkamm, informações adicionais sobre cada construção e detalhes marcantes.
As exposições fazem parte do projeto 1989-2009: 20 Anos Após a Queda do Muro de Berlim, que o Goethe-Institut São Paulo organiza em colaboração com diversos parceiros, oferecendo uma programação interdisciplinar e dedicada ao tema, com palestras, exposições, seminários e mostras de filmes abertos ao público.
Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 14h. Entrada franca.
Goethe Institut - Rua Lisboa, 974; (11) 3296-7000; www.goethe.de/saopaulo
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