Qua, 04 Nov, 06h09
Os acionistas da GVT decidiram ontem derrubar uma das barreiras à venda da operadora. Em assembleia geral extraordinária, votaram pela suspensão dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária (também chamados de "poison pills"), presentes no estatuto da empresa e que dificultariam a venda. A empresa recebeu ofertas de compra da Telefônica e da francesa Vivendi.
A assembleia definiu, entre outros pontos, que o preço mínimo será de R$ 48 por ação (o que equivale à oferta da Telefônica), e que a liquidação financeira da operação deve ocorrer até 28 de fevereiro de 2010. Outras condições são que o pagamento seja em dinheiro e que o ofertante tenha capacidade financeira para a aquisição de 100% do capital social da companhia. Além disso, o comprador deverá operar telecomunicações, no Brasil ou no exterior.
Com a decisão, o mercado decidiu ampliar a aposta de que a GVT receberá uma nova proposta da Vivendi. Os papéis da GVT fecharam em alta de 1,19%, a R$ 51,00.
A retirada da poison pill era uma das condições estipuladas pelos interessados em adquirir a empresa. Em setembro, a Vivendi ofereceu R$ 42 por ação da GVT, mas teve a proposta coberta pela espanhola Telefônica, que no início de outubro anunciou uma oferta para aquisição da operadora pelo preço de R$ 48 por papel, o equivalente a R$ 6,5 bilhões.
O mercado agora espera por um novo lance da Vivendi, que de acordo com a legislação brasileira precisa ser, no mínimo, 5% superior ao da Telefônica, ou seja, de R$ 50,40. Caso isso aconteça, a expectativa é de uma nova ofensiva da Telefônica, o que pode aumentar ainda mais o preço pela GVT - por isso, as ações da empresa são negociadas acima desse valor.
O único entrave para a venda da GVT agora é a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A expectativa é de que o órgão regulador coloque na pauta os pedidos de anuência prévia para o negócio até o dia 19 de novembro, data marcada para a oferta da Telefônica, que compraria as ações em um leilão na Bovespa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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