Qua, 04 Nov, 02h34
'Ele é bom para livros que não quero ter'
Por Filipe Serrano
São Paulo (AE) - O escritor Rodrigo Lacerda, autor de O Fazedor de Velhos, está contente com o Kindle que ganhou há dois meses. Depois de registrado nos EUA, ele conseguiu usar normalmente o aparelho - do mesmo modelo que é vendido para o Brasil. A única diferença é que ele não pode comprar e baixar os livros digitais diretamente pelo Kindle porque a conexão sem fio, pela rede de celular, não é compatível.
Por enquanto, ele comprou apenas um livro digital pelo site da Amazon e transferiu-o para o eletrônico. "Achei ótimo para ler. Ele é bem fino e leve, e a leitura é bem confortável, não cansa. Mas acho que ele é bom mesmo para comprar e ler os livros que não faço questão de ter fisicamente. Eles não ocupam espaço, são bons para levar em viagens e a versão digital poupa o tempo de entrega. Livros de literatura, de autores que gosto, prefiro ter em papel", diz o escritor.
"A tendência é que haja uma convivência. Não tenho medo de que o livro vai acabar. Mas é cedo para saber o impacto do Kindle, sobretudo no Brasil. Ele é muito caro. Vai demorar para se popularizar."
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