EFE

Micheletti pretende liderar Governo de união nacional

Qua, 04 Nov, 04h46

Tegucigalpa, 4 nov (EFE).- O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, pretende liderar o Governo de união nacional que, de acordo com o Acordo Tegucigalpa-San José, deve ser instalado amanhã, declarou hoje sua porta-voz, Vilma Morales.

A chefia do Executivo "seguiria como está, seguiria sendo do presidente Micheletti, até que se decida o ponto 5 (referente à decisão do Congresso de restituir Manuel Zelaya)", disse Morales à Agência Efe.

O Governo Micheletti enviou na noite passada uma carta ao presidente Zelaya, aos candidatos presidenciais e a algumas organizações sociais solicitando que proponham nomes para escolher os membros do Governo de união nacional mencionado no primeiro ponto do acordo.

Esse Governo, de acordo com o texto, estará no poder até que o Congresso decida sobre a restituição ou não de Zelaya.

Na carta é pedido a Zelaya que proporcione "sem demora" uma lista de dez cidadãos para fazer a escolha das pessoas que a partir de 6 de novembro integrarão o Governo de união nacional.

A carta é assinada pelo ministro da Presidência do Governo de fato, Rafael Pineda Ponce, e foi enviada nos mesmo termos aos cinco candidatos à chefia de Estado para as eleições do próximo dia 29 de novembro e a dois organismos da sociedade civil.

"É importante reunir todas as forças e todos os setores para o objetivo colocado pelo ponto 1 do acordo e daí a decisão que começa por solicitar a todas as forças políticas e a todas a organizações da sociedade civil que mostrem seus nomes", explicou Morales.

No entanto, Zelaya exige que para amanhã, a data limite para a instalação do Governo de unidade, seja restituído para chefiá-lo, embora, segundo Morales, se trate de "dois pontos separados".

No momento, "o tema não está realmente girando ao redor do presidente da República, agora está girando ao redor de quem forma o Gabinete de Governo", afirmou.

A porta-voz da comissão negociadora de Micheletti indicou que na eleição dos membros do novo Governo "tem que haver uma troca de tudo para produzir um equilíbrio e que se cumpra o que é a conciliação do texto e o conteúdo do acordo". EFE

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