Agência Estado

Vivo: Ebitda e gasto menor com depreciação ajudam lucro do 3ºtri09

Qui, 05 Nov, 08h07

A maior geração de caixa, aliada a menores despesas financeiras e custos mais baixos com depreciação e amortização, garantiu à Vivo um lucro líquido 154% maior no terceiro trimestre, comparativamente a igual período de 2008, de R$ 340 milhões. "O equilíbrio entre vendas e rentabilidade nos levou a este resultado. Também mantemos a preocupação contínua com os custos", afirmou à Agência Estado o presidente da operadora, Roberto Lima.

Como pontuou a vice-presidente executiva de Finanças, Planejamento e Controle da operadora móvel, Cristiane Barretto, a geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 6% ante o terceiro trimestre de 2008, para R$ 1,404 bilhão entre julho e setembro últimos. Quando se compara com o segundo trimestre deste ano, a alta é de 17,2%. A margem Ebitda no terceiro trimestre atingiu 34,4%, acima dos 30,4% do trimestre imediatamente anterior e dos 32,5% de julho-setembro de 2008.

Conforme a executiva, o pré-pagamento da dívida referente à compra de licenças 3G, contratadas na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), trouxe uma melhora no perfil da dívida. "Além disso, usamos o caixa para pagar dívida", afirmou Lima.

A relação entre despesas financeiras do terceiro trimestre e o endividamento médio do período, que era de 3% no terceiro trimestre de 2008, baixou para 2,15% no mais recente balanço. "No período, foram R$ 100 milhões a menos de despesas financeiras", completou a executiva. Também contribuiu para um melhor resultado líquido uma menor despesa com depreciação e amortização de ágio, que saiu de R$ 821,9 milhões no terceiro trimestre de 2008 para R$ 797,1 milhões no ano seguinte.

O investimento em ativo permanente da Vivo atingiu R$ 548,7 milhões no terceiro trimestre. Desta forma, faltam cerca de R$ 1,7 bilhão para completar a expectativa da Vivo de investir R$ 2,6 bilhões em 2009. Lima diz que a meta traçada para o ano será concretizada, pois "no quarto trimestre, historicamente, há uma concentração de aportes em expansão da rede", para fazer frente a um aumento da demanda no fim do ano.

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