EFE

Raúl Castro e Miguel Jorge ratificam impulso na relação entre Brasil e Cuba

Qui, 05 Nov, 01h20

Havana, 4 nov (EFE).- O presidente de Cuba, general Raúl Castro, recebeu hoje ao ministro do Desenvolvimento do Brasil, Miguel Jorge, com quem conversou sobre o avanço das relações bilaterais, diz comunicado divulgado pela imprensa oficiais da ilha.

A reunião "permitiu avaliar o andamento da colaboração bilateral", que "recebeu um notável impulso" com a visita a Havana do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2008, e a de Castro ao Brasil em dezembro, acrescenta a nota oficial.

Segundo números brasileiros, as exportações do país a Cuba de janeiro a setembro de 2009 somaram US$216 milhões, com uma queda de 43% em relação ao mesmo período de 2008, mas as vendas cubanas ao Brasil cresceram 42% no mesmo período, aumentando de US$24 a US$34 milhões.

Cuba sofre uma aguda recessão que reduziu seu comércio exterior de bens em 36% nos primeiros nove meses de 2009, segundo reconheceu esta semana o ministro do ramo, Rodrigo Malmierca.

Antes da reunião com Raúl Castro, Miguel Jorge assistiu à inauguração do pavilhão do Brasil na XXVII Feira Internacional de Havana, na qual expõem produtos e serviços 32 empresas brasileiras.

Além disso, revisou vários projetos bilaterais, incluindo a criação de uma empresa mista que produzirá no Brasil um remédio contra asma com patente cubana.

O Governo Lula tem projetados investimentos de US$600 milhões na ilha para o período 2009-2012, dos quais já estão aprovados US$300 milhões para este e o ano que vem.

Grande parte se destinará à reconstrução do porto de contêineres de Mariel, ao oeste de Havana, projeto que custará no total US$2 bilhões, segundo fontes brasileiras.

A construtora brasileira Odebrecht deve começar em 2010 as primeiras obras para modernizar as estradas e as ferrovias de acesso, assim como para melhorar os píeres e os depósitos.

Na inauguração do pavilhão, Malmierca agradeceu o respaldo do Brasil a uma recente resolução na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o bloqueio econômico que aplica Estados Unidos à ilha caribenha há quase meio século. EFE

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