Sex, 06 Nov, 06h14
O dólar comercial registrou hoje a quarta queda seguida em relação ao real, em meio à melhora das Bolsas norte-americanas. A moeda fechou em queda de 0,17%, a R$ 1,719, no mercado interbancário de câmbio. Com o resultado, o dólar comercial acumula queda de 2,11% em novembro e de 26,38% no ano. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou o dia em queda de 0,26%, cotado a R$ 1,7189. No mês, a baixa acumulada é de 1,98% e, no ano, de 25,69%.
Mais cedo, a alta momentânea do dólar foi uma reação à queda das Bolsas de Nova York, que depois se recuperaram, e ao aumento do dólar em relação ao euro, após a divulgação da alta da taxa de desemprego e do número de vagas de trabalho eliminadas nos Estados Unidos em outubro. No começo da tarde, os indicadores norte-americanos divulgados vieram perto das expectativas. Os estoques do atacado norte-americano caíram novamente em setembro, enquanto as vendas subiram pelo quinto mês seguido, uma vez que as empresas continuam reduzindo seus estoques.
Entre os investidores, também permanecia a preocupação em relação à possibilidade de novas medidas cambiais no Brasil. "Num dia, o presidente Lula diz que não vai haver novidades e, no dia seguinte, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para o capital externo", comentou um operador. "Agora, a equipe econômica estuda outros mecanismos visando conter a apreciação do real. A impressão que fica é a de que se trata de decisão política mais do que outra coisa."
Em relação a eventuais medidas, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que espera que o IOF seja retirado das ofertas públicas inicias de ações (IPOs, na sigla em inglês) antes da próxima operação. "Não tenho informações sobre isso do governo, mas tenho esperança."
Hoje, na reunião ministerial do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), o governo brasileiro vai defender um padrão único de gestão do câmbio por todas as maiores economias do mundo. O modelo defendido é o câmbio flutuante, adotado pelo Brasil desde 1999. O objetivo é "homogeneizar" o fluxo global de moeda, uma vez que outros países adotam o câmbio administrado.
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